O motociclista Jean Carlo Barbosa Máximo foi arremessado a uma distância de aproximadamente 200 metros após ter sido atingido por um carro em alta velocidade.
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Ele morreu carbonizado após ser atingido pelo veículo na noite de domingo (5), na rua Geraldo Nogueira da Silva (marginal da Via Dutra), em Caçapava, por volta das 23h. A moto de Jean e o carro que o atingiu pegaram fogo.
O corpo do motociclista foi encaminhado ao IML (Instituto Médico Legal) de São José após os trabalhos da perícia.
Jean Carlo estava em uma moto quando foi atingido por um Caoa Chery Tiggo 7. Segundo testemunhas, o carro disputava um racha com um Volkswagen Jetta – veículo que deixou o local do acidente levando o motorista do Tiggo. Dois irmãos, de 26 e 29 anos, foram presos pela morte de Jean Carlo, segundo a Polícia Militar.
Acionada para o acidente, a Polícia Militar verificou com testemunhas que os dois carros estavam disputando um racha. As placas do veículo que deixou o local foram relatadas e divulgadas na rede da PM.
Pouco tempo depois, com o apoio do sistema de monitoramento do CSI (Centro de Segurança e Inteligência) de São José dos Campos, o veículo foi identificado trafegando pela avenida Mário Covas, em São José.
Equipes da Polícia Militar e da GCM (Guarda Civil Municipal) redobraram a atenção para a região, até que uma equipe da GCM abordou o veículo, identificando os dois ocupantes dos carros que disputavam o racha, os quais apresentavam sinais de embriaguez, segundo o relato da PM.
Os detidos são dois irmãos que foram conduzidos pela Polícia Militar ao Distrito Policial de Caçapava, permanecendo presos por homicídio qualificado, embriaguez ao volante e participar de corrida em via pública. Sem CNH (Carteira Nacional de Habilitação), o mais novo dos irmãos também vai responder pelo crime de conduzir veículo sem habilitação.
Em entrevista ao G1, o advogado que defende os irmãos alegou que eles não tinham a intenção de cometer o acidente e não disputavam racha. Eles estariam indo para casa quando a moto “atravessou o caminho toda apagada e aconteceu a fatalidade”.
O advogado afirmou que os irmãos fugiram do local do acidente sem prestar socorro ao motociclista por medo da reação de testemunhas, que teriam ameaçado a dupla após o acidente.
Os irmãos passaram por audiência de custódia nesta segunda-feira (6) e tiveram a prisão em flagrante convertida em preventiva pela Justiça. Com isso, eles devem seguir presos durante o andamento da investigação.