10 de julho de 2026
ORÇAMENTO DOMÉSTICO

Seu bolso: pesquisa aponta queda no preço da cesta básica no Vale

Por Da redação | Vale do Paraíba
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Condições sazonais de produção colaboram para a redução do preço final da Cesta Básica Familiar na região do Vale

O Nupes (Núcleo de Pesquisas Econômico-Sociais) da Unitau (Universidade de Taubaté) divulgou, nesta quinta-feira (2), os dados de setembro de 2025 para o valor da Cesta Básica Familiar no Vale do Paraíba, confirmando uma redução de -0,55%. Essa é a sexta queda consecutiva no custo da cesta, que monitora 54 itens de alimentação, higiene e limpeza em supermercados de São José dos Campos, Taubaté, Caçapava e Campos do Jordão.

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Apesar do alívio no mês, a pesquisa alerta que a queda é lenta. O valor médio da cesta passou de R$ 2.855,93 em agosto para R$ 2.840,23 em setembro, mas essa redução não foi suficiente para anular os aumentos do início do ano, mantendo o acumulado de 2025 em alta (+0,54%).

Avaliando o período anual (setembro/2024 a setembro/2025), a cesta subiu +4,70% , uma taxa que supera a prévia da inflação nacional. O menor preço em setembro se deve principalmente à boa oferta de produtos agropecuários sazonais, como tomate, cenoura, batata e cebola.

Variação regional e impacto na renda familiar.

Regionalmente, os preços variam considerando também os custos logísticos.

São José dos Campos registrou a maior queda (-0,78%) e o menor custo da cesta: R$ 2.799,91. Em Campos do Jordão, a queda foi de -0,72% e a cesta manteve o custo mais alto: R$ 2.917,11. A diferença entre as duas cidades chegou a R$ 117,20 (4,02%). Taubaté se manteve técnicamente estável, com crescimento de +0,02%.

O custo da cesta impacta diretamente na renda e no orçamento das famílias. Considerando o poder de compra, a fatia da renda comprometida com a compra da cesta diminuiu de 37,63% para 37,42% em setembro. Essa pequena redução, libera um pouco mais de recursos para outras despesas do orçamento doméstico.

O Nupes indica que o consumidor deve ser cauteloso pois, apesar das quedas sazonais em hortifrútis, itens como carne bovina, banana e óleo de soja continuam subindo, pressionados pela forte demanda externa e custos de produção.