Um novo laudo da Polícia Científica aponta que o professor de dança Daniel Santos, conhecido como Fuscão, foi queimado ainda vivo. A análise também revela que ele sofreu outras agressões antes de ser carbonizado.
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O crime ocorreu na rua Amazílio Lino, no Centro de Anápolis, em 24 de julho. Daniel estava desaparecido há 40 dias, até que a família confirmou sua identidade em 1º de setembro.
O laudo, divulgado pela corporação nesta quarta-feira (24), mostrou que a vítima possuía fuligem no esôfago e nos pulmões, indicando que chegou a respirar durante o incêndio. A carbonização foi apontada como causa da morte, mas ele também foi imobilizado, golpeado no abdômen, braços e pernas, e enforcado com um fio de eletricidade.
Segundo a perícia, o corpo de Daniel foi transportado em um carrinho de supermercado até o local onde foi incendiado, situação registrada por câmeras de segurança.
O acusado, José Henrique Coimbra Marinho, preso em 6 de agosto, havia alegado que Daniel havia morrido devido a uma facada no pescoço. Ele foi denunciado pelo Ministério Público de Goiás (MPGO) e permanece à disposição da Justiça.
O caso está em andamento na 3ª Vara Criminal da Comarca de Anápolis, que investiga as divergências entre o laudo cadavérico e a denúncia e analisa a responsabilização dos envolvidos, segundo a Polícia Civil (PC).