Pais de crianças atendidas pelo Gaia, em São José dos Campos, manifestaram preocupação após serem informados de que os atendimentos seriam interrompidos para aqueles que completaram 7 anos.
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Segundo relatos, durante reunião realizada nesta segunda-feira (29) com a coordenação do espaço, a prefeitura havia estabelecido que os atendimentos seriam mantidos apenas até 10 de novembro.
O contrato vigente entre a administração municipal e a instituição contempla a chamada primeira infância, que vai de 0 a 6 anos. Para além dessa faixa etária, um projeto que previa atendimento dos 7 aos 10 anos chegou a ser apresentado, mas não foi renovado pelo município.
Com a repercussão nas redes sociais e a mobilização de famílias, uma nova informação chegou às mães: os educadores comunicaram que as crianças não serão desligadas da rede. Apesar disso, os pais ainda cobram um posicionamento oficial da prefeitura, temendo que a decisão seja apenas temporária.
“Queremos uma certeza de que os atendimentos vão continuar de fato após o dia 10, porque sabemos que em São José não existe outro local que ofereça a mesma rede de apoio com médicos e terapeutas como existe no Gaia. Muitas famílias ainda estão na fila de espera por atendimento”, afirmou uma das mães.
A principal reivindicação agora é que a prefeitura formalize a assinatura do contrato “sete mais”, garantindo a continuidade do acompanhamento das crianças a partir de 7 anos.
Procurada pela OVALE a Prefeitura de São José dos Campos respondeu por meio de nota:
A Prefeitura de São José dos Campos informa que possui convênio com o GAIA (Grupo de Apoio ao Indivíduo com Autismo) desde 2023. Os pacientes assistidos recebem atendimento multidisciplinar semanalmente (fonoaudiologia, terapia ocupacional, psicologia e psicopedagogia), acompanhamento com neurologista, psiquiatra, geneticista e nutricionista, e as famílias realizam acompanhamento com assistente social e psicologia.
A renovação do contrato ocorre anualmente, sendo a mais recente realizada em agosto de 2025. O valor anual repassado é de R$ 6.363.998,64. A sede do Gaia está instalada num terreno de quase 9 mil metros quadrados que foi doado pela Prefeitura.
A Prefeitura esclarece ainda que não houve desligamento de nenhuma criança assistida pelo GAIA.