18 de abril de 2026
ONDE ESTÁ BRUNA?

‘Não tem vestígio’, diz Alexandre Frota sobre buscas a Bruna

Por Da redação | Cruzeiro
| Tempo de leitura: 4 min
Reprodução
Alexandre Frota nas buscas pela jovem Bruna Oliveira da Silva, em Cruzeiro

O desaparecimento da jovem Bruna Oliveira da Silva, de 25 anos, mobiliza dezenas de voluntários para tentar encontrá-la em Cruzeiro, no Vale do Paraíba, além da investigação da Polícia Civil e de incursões do Corpo dos Bombeiros.

Clique aqui para fazer parte da comunidade de OVALE no WhatsApp e receber notícias em primeira mão. E clique aqui para participar também do canal de OVALE no WhatsApp

Bruna está desaparecida desde a madrugada da última segunda-feira (22), quando deixou o apartamento onde mora em Cruzeiro e não foi mais localizada. O imóvel ficou aberto.

No final de semana antes do desaparecimento, os filhos de Bruna estavam na casa do pai. Por volta da 1h da manhã, vizinhos afirmaram ter visto a jovem deixar o condomínio e caminhar em direção a uma área de mata próxima, aonde chegou a ser vista pedindo socorro. Desde então, não foi mais encontrada.

A SSP (Secretaria de Segurança Pública) de São Paulo informou que a DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Cruzeiro instaurou um PID (Procedimento de Investigação de Desaparecimento). “A equipe da unidade e o Corpo de Bombeiros realizam buscas para a localização da desaparecida”, disse a pasta.

Nesta sexta-feira (26), o ex-ator e ex-deputado federal Alexandre Frota esteve em Cruzeiro para ajudar nas buscas. Atual secretário de Relações Institucionais da Prefeitura de Cotia (SP), Frota veio com um grupo de amigos para tentar encontrar Bruna.

Ele conversou com OVALE sobre o trabalho de tentar encontrar a jovem do Vale, além do contato com o pai dela e da situação no local onde ela foi vista. Leia a entrevista.

Vocês encontraram algo relacionado a Bruna nas buscas em Cruzeiro?

Não, não encontramos nada relacionado a ela. Levamos dois cães farejadores, levamos um drone, ficamos trabalhando ali pelo menos umas 3 horas. Entramos no brejo, nas fazendas vizinhas, fomos a diversos locais que eu poderia encontrar a pessoa, enfim, e não encontramos. Mas a gente trabalhou bastante.

Onde vocês a procuraram e por quanto tempo?

Nós procuramos em toda a área que fica na frente dos predinhos, que foi indicado pelas pessoas, aonde ela teria sido vista entrando na mata. Então, nós procuramos ali, procuramos naquele pântano, nas fazendas vizinhas, andamos bem por ali. Tem muita vegetação, mas deu para a gente procurar bem. Não tem vestígio, não tem mau cheiro, nada. Ao todo, foram umas 3 horas e meia aqui que a gente ficou.

Quais informações o sr. tem sobre o caso?

Olha, o caso está sendo investigado pela Polícia Civil. Está tendo um acompanhamento muito grande da imprensa nacional. Está sendo investigado pela Polícia Civil, que pode dar melhores informações. O Corpo de Bombeiros esteve lá um dia antes da gente, também vasculhou, procurou.

A própria [TV] Record tinha levado um drone, nós levamos mais um drone. A Polícia Militar esteve lá também, o Baep, o Canil de Taubaté, são certos campos. E vários voluntários, assim como a nossa equipe, é uma equipe de voluntários. Nós ficamos justamente nos pontos que falaram e fizemos outros pontos também.

O sr. falou com a família dela? Há alguma suspeita para o desaparecimento?

Eu só falei com o pai, conheci o pai, tá muito abalado, muito consternado, chora muito e ele está inconformado com o sumiço da filha. Ela tem duas crianças, mas só falei com ele. Foi com ele que eu falei que eu ia fazer isso hoje, combinei com ele.

Inclusive, levei uma Bíblia para ele de presente, para ele se apegar a ela. E foi isso. Foi ele que nos recebeu lá, com a autorização dele, nós fizemos as buscas, ajudamos na busca.

Eu penso que as autoridades poderiam, a prefeitura, poderiam estar mais empenhados, nas buscas. Mas aí é uma questão da prefeitura, enfim, mas eu só tive acesso ao pai dela, e uma outra pessoa da família e muitos e muitos vizinhos.

De onde veio essa sua vontade de ajudar nas buscas aqui no Vale?

Tem mais de 10 anos que eu faço isso. É um serviço voluntário, atuei em várias áreas de risco, enchentes, catástrofes, desmoronamentos em Petrópolis e por 10 dias, também no Rio Grande do Sul, em Canoas, foram 10 dias também, Caieiras, Franco da Rocha, Salvador, Itabuna na Bahia, Belo Horizonte, Recife, são os lugares que a gente atuou.

Na queda do helicóptero na Tamoios, naquele fim de ano. E a gente faz um trabalho também no mar, resgatando e ajudando vítimas de afogamento, pessoas que ultrapassam a linha do limite no mar. A gente tem equipamento, eu sou formado em natação, eu tenho a raiz de motoaquática, sou piloto de jet ski.

Então, eu vou me doando assim, é uma coisa que eu gostaria que fizessem por mim. Então, eu faço com muita vontade, acho que é um ato de cidadania, de amor ao próximo.