20 de março de 2026
LITERATURA

Do Vale, Munduruku é eleito para Academia Paulista de Letras

Por Da redação | Lorena
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Daniel Munduruku

O escritor Daniel Munduruku, que mora no Vale do Paraíba, foi eleito para a Cadeira 21 da Academia Paulista de Letras, anteriormente ocupada pelo acadêmico Roberto Duailibi. A eleição ocorreu nessa quinta-feira (25).

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Munduruku nasceu em Belém, em 28 de fevereiro de 1964, e mora atualmente em Lorena. Ele é escritor, professor, ator e ativista indígena brasileiro originário do povo Munduruku.

Autor de 62 livros, suas obras literárias são dirigidas aos públicos infantil e juvenil, sobretudo, tendo como tema principal a diversidade cultural indígena.

É um defensor ativo dos direitos dos povos indígenas desde os anos 1990 e tem trabalhado para promover a literatura indígena e a conscientização sobre a importância das culturas indígenas do Brasil.

Além de sua atividade literária, ele também atua como professor e palestrante, promovendo uma visão atualizada dos povos indígenas brasileiros.

Autor premiado no Brasil e no exterior, Munduruku já conquistou prêmios como: Prêmio Jabuti por duas vezes, Prêmio da Academia Brasileira de Letras de melhor livro infantil, Prêmio Érico Vanucci Mendes e Prêmio UNESCO - Madanjeet Singh para a promoção da tolerância e da não-violência.

Daniel Munduruku graduou-se em Filosofia, História e Psicologia pelo Unisal (Centro Universitário Salesiano de São Paulo), tem mestrado em antropologia social e doutorado em educação pela USP, em Linguística pela Universidade Federal de São Carlos.

Fundador do Instituto Indígena Brasileiro para Propriedade Intelectual e um dos criadores do Encontro Nacional de Escritores e Artistas Indígenas que existe há quase duas décadas.

É diretor-presidente do Instituto Uk'a - Casa dos Saberes Ancestrais na cidade de Lorena, ONG e selo editorial especializados na temática indígena. É membro da Academia de Letras de Lorena.

Recebeu a comenda da Ordem do Mérito Cultural por duas vezes, em 2013 na categoria da Grã Cruz do Ministério da Cultura, maior honraria oficial que um civil pode receber na área cultural.