10 de julho de 2026
CRIME ORGANIZADO

RMVale está na rota de operação contra esquema bilionário do PCC

Por Da redação | Campos do Jordão
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação/PM

A RMVale (Região Metropolitana do Vale do Paraíba) entrou na mira de uma megaoperação contra o PCC (Primeiro Comando da Capital).

Na manhã desta quinta-feira (25), Campos do Jordão foi uma das cidades que foram alvo do Ministério Público de São Paulo e da Receita Federal, em uma operação para cumprir mandados de busca e apreensão em investigação sobre um esquema bilionário de lavagem de dinheiro ligado à venda de combustíveis adulterados e jogos de azar.

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Batizada de Operação Spare, a ofensiva é um desdobramento da Carbono Oculto, que revelou como o PCC infiltrou seus negócios ilícitos no sistema financeiro da Faria Lima, em São Paulo. Desta vez, os alvos são empresas do ramo de combustíveis, empreendimentos imobiliários, motéis e até casas de jogos, que funcionariam como instrumentos para ocultar patrimônio e movimentar recursos da facção.

Ao todo, foram 25 mandados de busca e apreensão em São Paulo (19), Santo André (2), Barueri, Bertioga, Campos do Jordão e Osasco.

Segundo as investigações, o chefe do esquema é o empresário Flávio Silvério Siqueira, conhecido como Flavinho, apontado há anos como operador financeiro do crime organizado. A Receita Federal identificou pelo menos 267 postos de combustíveis ainda ativos, responsáveis por movimentar mais de R$ 4,5 bilhões entre 2020 e 2024, mas que recolheram apenas 0,1% em tributos federais.

Além de postos, a rede criminosa utilizava empresas de fachada, franquias e laranjas para lavar o dinheiro. Também foram identificados contadores com atuação central no esquema, administrando centenas de companhias suspeitas.

O Ministério Público afirma que parte da quadrilha também lucrava com a adulteração de combustíveis, prática denunciada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). Só em uma planilha enviada à investigação, mais de 3 mil irregularidades foram associadas a cerca de 50 estabelecimentos.

A Justiça autorizou a ação após recurso do MP ao Tribunal de Justiça, já que o pedido inicial havia sido negado em primeira instância.