Um líder religioso de 34 anos e a mãe de um garoto de 13 anos foram presos preventivamente na terça-feira (16), acusados de tortura e estupro de vulnerável. O adolescente era vítima das agressões dentro de um centro religioso. As investigações apontam que os crimes foram registrados em vídeo e chegaram a circular nas redes sociais.
Clique aqui para fazer parte da comunidade de OVALE no WhatsApp e receber notícias em primeira mão. E clique aqui para participar também do canal de OVALE no WhatsApp
As prisões ocorreram em Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, e fazem parte de um inquérito conduzido pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam). De acordo com a Polícia Civil, o caso veio à tona em agosto, quando a denúncia foi formalizada. Os agentes cumpriram também mandados de busca e apreensão no local dos fatos.
A delegada responsável pelo caso, Herta Chaves Coimbra, informou que a mãe do adolescente confessou ter participado das agressões e presenciado a tortura. Em depoimento, ela afirmou que os atos foram praticados sob orientação de uma entidade espiritual, identificada como “Exu”, e do próprio líder religioso. Segundo os levantamentos, a motivação seria o interesse do adolescente por uma das filhas do suspeito.
Um chicote de couro, utilizado nas agressões, foi apreendido durante a ação policial. O namorado do líder religioso, que é menor de idade, também é investigado por envolvimento no crime. O homem e a mulher presos foram encaminhados ao sistema prisional e permanecem à disposição da Justiça. As investigações continuam para a conclusão do inquérito.