Natural de Pindamonhangaba, Babi Palomas, 24 anos, acumula quase 100 mil curtidas em suas páginas nas plataformas de conteúdo adulto Privacy e OnlyFans. Ela também tem quase 200 mil seguidores em perfil do Instagram, com fotos e vídeos de teor sensual.
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A história da moradora do Vale vem repercutindo nas redes sociais após ela revelar ter perdido clientes como dog walker quando descobriram sua vida dupla. Enquanto cuida de cães pela manhã, passeando com eles, ela vive uma vida diferente no ambiente virtual, como criadora de conteúdo voltado para um público masculino.
A descoberta dessa “vida dupla” foi relatada por Babi em suas redes sociais e viralizou na última semana.
Apaixonada por animais desde criança, Babi decidiu transformar o amor pelos cães em profissão em 2023, quando espalhou cartazes em postes de sua cidade oferecendo o serviço de passeadora. “Chorei quando vi meu primeiro cartaz na rua. Para mim, aquilo era prova de que eu estava construindo algo honesto e real”, contou ela.
Durante meses, ela conseguiu equilibrar os dois mundos. De manhã, acordava cedo, pegava as guias e levava os cães para longos passeios. Mais tarde, dedicava-se ao público online, que lhe garantia independência financeira. “Achei que tinha encontrado equilíbrio. As duas eram profissões sérias para mim”, afirmou.
O problema começou quando uma cliente descobriu seu outro trabalho, o de criar conteúdo adulto. A dona, que tinha um bulldog francês chamado Trumpinho, cancelou os serviços imediatamente.
“Recebi a mensagem dizendo que não queriam mais que eu passeasse com o cachorro porque sabiam da minha vida online. Foi como se todo o meu esforço e amor pelos cães não significassem nada”, desabafou.
Mesmo diante do preconceito, ela garante que não vai abrir mão dos animais. Para Babi, os passeios são mais que trabalho: funcionam como terapia. “Quando vejo os cachorros abanando o rabo, pulando de alegria, eu esqueço o julgamento. Eles não ligam para a minha vida online, só querem amor e um bom passeio”, afirmou.
Hoje, ela diz que não pretende escolher apenas um lado da sua vida. “Sou a garota que chora quando vê seu cartaz na rua e também a mulher que conquistou independência de outra forma. As duas vivem em mim, e não vou abrir mão de nenhuma.”
Para ela, no fim das contas, a resposta vem sempre dos cães. “Eles não me julgam, não perguntam quem eu sou fora dos passeios. Só querem carinho e atenção. É isso que me dá paz”.