08 de julho de 2026
ASTRONOMIA

VÍDEO: Vida em Marte? Evidência marca nova era para a ciência

Por Da redação | Internacional
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Robô Perseverance em Marte

Cientistas da Nasa anunciaram nesta quarta-feira (10) uma descoberta que pode representar o sinal mais evidente de vida antiga em Marte já identificado até hoje. Intrigantes manchas em formato de leopardo foram encontradas em uma rocha batizada de Sapphire Canyon, coletada pelo rover Perseverance em julho de 2024.

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A análise da amostra foi publicada em um artigo revisado por pares na revista científica Nature. O estudo aponta que os padrões observados podem ser uma bioassinatura — ou seja, indícios que sugerem a existência de processos biológicos.

“Depois de um ano de revisão, não conseguimos encontrar outra explicação plausível”, afirmou Sean Duffy, administrador interino da Nasa. “Isso pode muito bem ser o sinal mais claro de vida que já encontramos em Marte, o que é incrivelmente empolgante.”

Descoberta histórica em Marte

A rocha foi coletada em Cheyava Falls, uma formação em formato de ponta de flecha localizada nas bordas do antigo vale fluvial Neretva Vallis, dentro da cratera Jezero. Há cerca de 3 bilhões de anos, essa região foi moldada pela água, aumentando as chances de preservação de vestígios de vida microscópica.

Embora a amostra esteja armazenada com segurança em um tubo a milhões de quilômetros da Terra, os cientistas seguem intrigados com o potencial de revelar se Marte já abrigou vida.

Katie Stack Morgan, cientista do projeto Perseverance, destacou a importância da descoberta:

“Encontrar uma possível bioassinatura é resultado de anos de dedicação de mais de mil cientistas e engenheiros. Ainda precisamos de mais estudos, mas o que temos hoje já é extraordinário.”

Próximos passos

De acordo com Joel Hurowitz, cientista planetário da Stony Brook University e autor principal do estudo, a publicação revisada por pares foi fundamental para validar os dados antes da divulgação.

Já Lindsay Hays, cientista sênior da Divisão de Ciência Planetária da Nasa, ressaltou que o objetivo é trazer essas amostras futuramente para a Terra, onde análises detalhadas em laboratório poderão confirmar a possível origem biológica das manchas.

Enquanto isso, o Perseverance continua estudando a região para compreender melhor como os padrões em formato de leopardo se formaram e se estão relacionados a processos geológicos ou biológicos.

Se confirmada, a descoberta pode mudar para sempre a forma como a humanidade entende Marte e o próprio surgimento da vida no Universo.