A Justiça determinou que os dois homens acusados de envolvimento na morte do advogado Leonardo Bonafé, 25 anos, assassinado em 28 de agosto de 2024 em Taubaté, sejam julgados pelo Tribunal do Júri, ou seja, com a participação de um júri popular. O julgamento está marcado para a próxima semana, nos dias 18 e 19 de setembro.
Segundo o advogado Flávio Bonafé, pai da vítima, serão ouvidas 13 testemunhas ao longo do julgamento.
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A decisão pelo Júri Popular é de 4 de abril, do juiz Bernardo Maia Dias de Souza, da Vara do Júri de Taubaté. O magistrado rejeitou os pedidos das defesas de ambos os réus pela revogação da prisão preventiva dos acusados.
“A liberdade provisória nesse momento se revela prematura, uma vez que existem indícios suficientes de autoria que serão mais bem esclarecidos quando do julgamento de mérito”, escreveu Souza na decisão.
Em dezembro do ano passado, a Justiça havia aceitado a denúncia do Ministério Público e tornados réus pelo crime Carlos Ramon da Silva Gonçalves e Marcelo Henrique Carvalho Coppi. Ambos estão presos e foram denunciados por homicídio qualificado – realizado por emboscada, que impossibilitou a defesa da vítima.
“A existência de dolo vontade – consciente – de Marcelo Coppi e Carlos Ramon para a morte da vítima consiste em questão que deve ser decidida pelo Conselho de Sentença, juiz natural do mérito da presente ação penal. Em suma, o conjunto probatório colhido e amealhado aos autos durante a instrução impede que este Juízo admita, de plano, os pedidos de impronúncia ou até mesmo desclassificatório apresentados pelas Defesas”, apontou o magistrado.
Leonardo era filho do advogado Flávio Bonafé, candidato do MDB à prefeitura de São Luiz do Paraitinga. O crime aconteceu no Parque Três Marias, em Taubaté, quando Leonardo chegava de carro para trabalhar no escritório, em 28 de agosto de 2024. Um carro emparelhou com o dele e criminosos balearam o jovem advogado, que foi atingido por nove disparos e morreu no local.
No dia 6 de setembro, policiais civis do setor de homicídios da Deic (Delegacia Especializada de Investigações Criminais) de Taubaté prenderam um dos suspeitos de envolvimento no crime de receptação e adulteração de sinal identificador do veículo utilizado na morte de Leonardo.
Em 17 de outubro, os policiais prenderam o segundo suspeito de envolvimento no assassinato de Leonardo. Ele foi preso na zona rural de Valinhos, na região de Campinas. Já os homens que estavam dentro do veículo no momento da execução do advogado seguem foragidos.
“Por enquanto precisa achar os executores e mandante do crime”, disse Flávio Bonafé.
“Nosso filho Dr. Leonardo Bonafé era carinhosamente conhecido pelos amigos e familiares por Léo Bonafé, um jovem com coração imenso que sempre procurou ajudar as pessoas. Um jovem advogado com futuro promissor e uma vida inteira para frente, teve sua vida ceifada de forma brutal”, afirmou o pai.
“A família espera que, ao decorrer do processo, que os executores e o mandante sejam qualificados e processados, que a Justiça seja feita, e que a verdade venha à tona”, completou o advogado.