O homem que matou Fabiane do Vale Faria, de 35 anos, em Jacareí, ateou fogo no carro que deu a ela meses antes. Quem afirma isso é o pai da vítima, em depoimento à Polícia Civil, ao qual à reportagem teve acesso com exclusividade.
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No depoimento, o pai de Fabi, que foi morta pelo ex-namorado, um idoso de 61 anos, disse que “o indiciado havia presenteado a vítima com um veículo Onix 2018, mas que, após o término, invadiu o condomínio onde ela residia, incendiou o carro e, na mesma ocasião, possivelmente a agrediu”, relatou.
O caso relatado pelo pai de Fabiane aconteceu na madrugada do dia 15 de maio, no condomínio onde ela morava, no Jardim Novo Amanhecer. Na ocasião, o caso foi registrado na delegacia de plantão, em Jacareí, como incêndio, mas o relato de Fabiane não aponta o ex, como autor dos fatos.
No relato às autoridades ela disse “não possuir suspeitas sobre a autoria do incêndio, embora tenha imagens de câmeras de segurança que registraram o indivíduo que adentrou o condomínio, porém desligou as câmeras momentos antes de praticar o delito”.
Ela também contou que no dia do incêndio estava dormindo e tão logo percebeu que o veículo pegava fogo teve ajuda do irmão e do filho para apagar o incêndio.
O veículo queimado estava no nome do ex, preso pelo crime ocorrido em Jacareí, nesta segunda-feira (08).
O pai de Fabiane contou que nesta segunda-feira, ele e a filha trabalhavam no trailer, na entrada do bairro Jardim Paraíso, pela Rodovia Nilo Máximo, quando o criminoso chegou e disse algo que não conseguiu ouvir à vítima.
Na sequência, o homem retirou dois galões de gasolina do carro, jogou o combustível sobre o trailer e ateou fogo. Nesse momento, Fabiane tentou fugir entrando em seu próprio carro, mas foi interceptada pelo indiciado antes de entrar no carro e atingida por diversos disparos de arma de fogo à queima-roupa contra ela com um revólver calibre .38.
Após ter descarregado a arma, o homem voltou ao carro, recarregou a arma e atirou mais duas vezes na vítima, antes de fugir em direção a Guararema, onde foi preso em flagrante, pela Polícia Militar.Serviços de saúde
O idoso, de 62 anos, acusado do crime preferiu não se manifestar e ficou calado no depoimento. Ele disse, por meio de advogado que o acompanhava que irá se manifestar somente em juízo.
Aos policiais militares, de acordo com o boletim de ocorrência, o acusado disse que ingeriu bebida alcóolica antes do crime e falou que “se esta (a vítima) sobrevivesse e se ele fosse solto, atiraria nela de novo” (sic).
O homem vai responder por ao menos cinco crimes: feminicídio; incêndio; porte ilegal de arma de fogo de uso restrito; porte ilegal de arma de uso permitido; lesão corporal culposa na direção.