O pai de Fabiane do Vale Faria, 35 anos, assassinada no Vale do Paraíba na tarde dessa segunda-feira (8), disse que o autor do crime queria matá-lo e também aos filhos da vítima, em Jacareí. A declaração foi dada à Polícia Civil.
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“Após o primeiro ataque, o indiciado se dirigiu ao pai, afirmando que desejava tê-lo matado antes de assassinar sua filha e que também pretendia matar os dois filhos dela, de 19 e 7 anos”, diz o relato.
Com 64 anos, o pai disse ainda que Fabiane teve um relacionamento amoroso com o criminoso, por cerca de seis meses, e que a relação foi encerrada por ela devido “à violência do ex-companheiro”.
O pai de Fabiane contou que, nessa segunda, ele e a filha trabalhavam no trailer, na entrada do bairro Jardim Paraíso, pela rodovia Nilo Máximo, em Jacareí, quando o criminoso chegou e disse algo à vítima, que ele não conseguiu ouvir.
Na sequência, o homem retirou dois galões de gasolina do carro, jogou o combustível sobre o trailer e ateou fogo. Nesse momento, Fabiane tentou fugir entrando em seu próprio carro, mas foi interceptada pelo indiciado antes de entrar no veículo e atingida por diversos disparos de arma de fogo à queima-roupa, realizados com um revólver calibre 38.
Após ter descarregado a arma, o homem voltou ao carro, recarregou a arma e atirou mais duas vezes na vítima, antes de fugir em direção a Guararema (SP), onde foi preso em flagrante pela Polícia Militar.
O acusado do crime tem 62 anos e preferiu não se manifestar. Ele ficou calado no depoimento à Polícia Civil. Ele disse, por meio de advogado que o acompanhava, que irá se manifestar somente em juízo.
Aos policiais militares, de acordo com o boletim de ocorrência, o acusado disse que ingeriu bebida alcoólica antes do crime e falou que “se esta (a vítima) sobrevivesse e se ele fosse solto, atiraria nela de novo”.
O homem vai responder por ao menos cinco crimes: feminicídio, incêndio, porte ilegal de arma de fogo de uso restrito (pela numeração suprimida do revólver), porte ilegal de arma de uso permitido (espingarda calibre 12), lesão corporal culposa na direção (colisão com a motoneta na fuga).
O boletim de ocorrência ainda registra a possibilidade de responsabilização por dirigir alcoolizado, se comprovado por laudo.