O segundo dia de julgamento da trama golpista no STF (Supremo Tribunal Federal) terá a defesa de Jair Bolsonaro (PL), que não irá ao Supremo e assistirá de casa aos advogados buscando sua absolvição. Além dele, mais três defesas devem falar durante o dia. A sessão começa a partir das 9h desta quarta-feira (3).
A defesa do general Augusto Heleno abre o dia. Em seguida, falarão os advogados do ex-presidente, do ex-ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira e do ex-ministro da Casa Civil e da Defesa e ex-candidato a vice na chapa de Bolsonaro, Walter Braga Netto. Cada defesa terá uma hora para apresentar seus argumentos.
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Bolsonaro não irá ao julgamento por motivos de saúde, de acordo com o advogado Celso Vilardi. Ainda segundo Vilardi, as manifestações da PGR (Procuradoria-Geral da República) e da defesa de Cid foram os "pontos principais" do primeiro dia e serão rebatidas "ponto a ponto".
Defesa nega que Bolsonaro tenha participado de tentativa de golpe. Nas alegações finais, os advogados afirmaram que houve cerceamento de defesa e que faltam provas para condenação. Além disso, questionaram a validade da delação do tenente-coronel Mauro Cid, ajudante de ordens de Bolsonaro.
Cid pediu aposentadoria militar em meados de agosto. A informação foi revelada ontem pela defesa dele no julgamento. Caso o pedido seja aceito, Cid vai para casa como tenente-coronel.
Na terça-feira (2), primeiro dia do julgamento, Bolsonaro foi apontado como líder de "organização criminosa" que visava "ruptura da ordem democrática". Em sua fala, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, disse que o fato de o réu ser presidente à época da suposta conspiração não impede que ele tenha agido para se manter no poder indefinidamente.
Gonet defendeu a condenação de Bolsonaro e dos outros sete réus. Ele afirmou que os acusados participaram de uma série de eventos que, encadeados, mostram uma "nítida" organização criminosa. "Quando o presidente convoca a cúpula militar, golpe está em curso", disse o procurador-geral.
Durante a sessão, Moraes sinalizou posição pela condenação. O ministro afirmou que o Brasil e o Supremo "só têm a lamentar" pela tentativa de golpe. Segundo ele, sociedade e instituições "mostraram força" e "resiliência", apesar da polarização política "lamentável" e "violenta".
O julgamento pode ser acompanhado ao vivo por meio do canal oficial da TV Justiça no Youtube (clique aqui).
* Com informações do portal UOL