11 de julho de 2026
GOLPES VIRTUAIS

URGENTE: Com elo em SJC, quadrilha lavou mais de R$ 480 milhões

Por Da redação | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min

A Polícia Civil de São Paulo e o Ministério Público deflagraram, nesta quarta-feira (27), a Operação Cineris, contra uma quadrilha internacional de golpes virtuais que usava uma rede de empresas de fachada para lavar dinheiro. O esquema criminoso tinha ligação com São José dos Campos e movimentou mais de R$ 480 milhões em apenas oito meses, segundo as investigações.

A ofensiva cumpre 22 mandados de busca e apreensão e sete de prisão em três cidades: São Paulo, São José dos Campos e Ibiúna.

Clique aqui para fazer parte da comunidade de OVALE no WhatsApp e receber notícias em primeira mão. E clique aqui para participar também do canal de OVALE no WhatsApp

As apurações começaram no 1º Distrito Policial de Rosana, no oeste paulista, após um morador denunciar ter sido vítima de fraude. O grupo utilizava um site hospedado em Istambul, na Turquia, para simular investimentos com promessas de altos rendimentos.

O dinheiro das vítimas era inicialmente depositado em contas digitais de “laranjas”. Depois, os criminosos assumiam o controle dessas contas e repassavam os valores para empresas de fachada. Para dificultar o rastreamento, o esquema usava fintechs e gateways de pagamento, mecanismos digitais que conectam empresas a instituições financeiras e processam transações de forma quase invisível para o sistema bancário tradicional.

Segundo a investigação, além dos próprios golpes, a quadrilha também prestava serviços de lavagem de dinheiro para outras organizações criminosas.

“Uma verdadeira lavanderia de dinheiro”

O delegado Edmar Caparroz, que coordena a operação, explicou que o grupo tinha um “manual” para ocultar a origem ilícita dos recursos.

“Era uma verdadeira lavanderia de dinheiro. A quadrilha tinha um ciclo completo para dissimular os valores, oferecendo até serviços para facções criminosas”, afirmou.

Ação policial

A operação mobiliza 97 policiais civis e conta com apoio da Deic (Divisão Estadual de Investigações Criminais), do GER (Grupo Especial de Reação) e do Garra (Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos). As diligências continuam para identificar novos envolvidos e rastrear bens adquiridos com o dinheiro ilícito.