11 de julho de 2026
CRIME BÁRBARO

'Absurdo', diz pai de Sarah após investigados serem liberados

Por Da redação | Ubatuba
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução

"Absurdo".
Foi assim que o pai de Sarah Picolotto dos Santos Grego, de 22 anos, reagiu ao saber que os investigados pelo estupro coletivo da filha foram ouvidos e liberados pela polícia. Após sofrer violência sexual, a jovem foi morta e enterrada.

"Engraçado que todos tiveram tempo suficiente para falar o que quiser a respeito do caso, minha filha não", afirmou o pai, o pastor Leonardo Pereira dos Santos.

A Polícia Civil de Ubatuba ouviu, nesta sexta-feira (22), quatro homens suspeitos de envolvimento em um estupro coletivo contra Sarah, encontrada morta há uma semana. Após prestarem depoimento, todos foram liberados.

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De acordo com as investigações, os homens não têm ligação direta com o homicídio, mas confirmaram ter mantido relações sexuais com a vítima antes do crime. A polícia busca esclarecer se os atos foram consentidos ou se configuram violência sexual. A violência sexual foi gravada pelos homens e, nas imagens, Sarah aparece pedindo para "parar".

A jovem, que morava em Jundiaí, desapareceu em 9 de agosto. Seis dias depois, em 15 de agosto, seu corpo foi localizado próximo a uma cachoeira no bairro Rio Escuro. O laudo inicial apontou morte por estrangulamento.

O principal suspeito do crime é Alessandro Neves dos Santos, de 24 anos, que chegou a ser preso após confessar ter matado a jovem. Contudo, ele foi liberado pela Justiça no mesmo dia. Na última terça-feira (19), a Justiça voltou atrás e atendeu a um pedido do Ministério Público, decretando sua prisão temporária por 30 dias.  Desde então, Alessandro está foragido.

Segundo a polícia, Alessandro teria enforcado a vítima após manter relação sexual com ela, momento em que estava sob efeito de cocaína e álcool. O acusado também teria indicado à polícia o local onde ocultou o corpo e detalhado a dinâmica do crime. O caso segue em investigação.