10 de julho de 2026
AÇÃO EM AEROPORTO

Receita apreende peças de armamentos clandestinos vindos dos EUA

Por Da redação | Campinas
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação/Receita Federal
Componentes de armas apreendidos no aeroporto

A Receita Federal apreendeu, neste mês de agosto, partes e componentes de armamentos de importação restrita, em encomendas internacionais enviadas dos Estados Unidos para o Brasil.

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As mercadorias foram apreendidas no Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), e tinham como destino a cidade de São Paulo. Elas estavam ocultas em transmissores de brinquedos de controle remoto, caixas de piscinas e junto a peças de cadeiras de escritório.

Entre os itens identificados, havia canos de armas longas e empunhaduras, entre outros. Como se trata de peças de armamento, ainda não foi possível determinar a quantidade exata de armas completas que poderiam ser montadas a partir do material apreendido.

Estima-se, no entanto, que nessa apreensão haja cerca de 50 armas desmontadas, entre outras peças sobressalentes, pois são mais de 1.100 partes desses equipamentos.

Essa não é a primeira apreensão do tipo no aeroporto. Em 18 de março deste ano, a Receita já havia interceptado 30 fuzis desmontados, também oriundos dos Estados Unidos e declarados de forma fraudulenta.

Segundo a Receita, a seleção das cargas para fiscalização é feita com base em análise de risco, que considera dados e indícios que apontam para a necessidade de inspeção mais detalhada. O objetivo é combater ilícitos, identificar mercadorias proibidas ou perigosas e coibir tentativas de fraude.

No caso da importação de armas e seus componentes, a legislação prevê que o processo seja controlado pelo Comando do Exército. Em situações específicas, a autorização deve ser obtida ainda no país de origem, antes do embarque. Além disso, é proibida a importação de armamentos ou peças por meio do serviço postal ou remessa expressa, modalidade utilizada na tentativa frustrada.

Nas operações de remessa expressa, a Receita Federal conta com a colaboração das empresas de courier. Após a apreensão, os materiais foram encaminhados para investigação pelas autoridades policiais competentes.