11 de julho de 2026
PRISÃO

Sogra que envenenou nora vai para 'Cadeia dos Famosos' no Vale

Por Da redação | Tremembé
| Tempo de leitura: 3 min
Reprodução
Elisabete Arragaça e a nora, Larissa Rodrigues, morta em 22 de março

Elisabete Arragaça, acusada de matar a nora envenenada, deve ser transferida para a Penitenciária de Tremembé, no Vale do Paraíba, ainda nesta semana. A unidade é conhecida como “Cadeia dos Famosos”, por abrigar celebridades e acusados de crimes de grande repercussão, como o ex-jogador Robinho, Suzane Richthofen e Elize Matsunaga.

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A vaga de Elisabete em Tremembé já foi liberada, mas ainda não há data certa para a transferência, informou o advogado Bruno Ribeiro ao Metrópoles. Atualmente, ela está detida na Penitenciária Feminina de Votorantim, também no interior paulista.

A aposentada, de 67 anos, e o filho, o médico Luiz Antonio Garnica, de 38 anos, estão presos desde 6 de maio, acusados de envenenar com chumbinho a professora Larissa Rodrigues, 37, esposa de Luiz Antonio e que foi morta em 22 de março.

O Ministério Público de São Paulo denunciou os dois por feminicídio qualificado, sob a argumentação que eles teriam agido em conluio para matar a professora. A motivação teria sido financeira. Ele, no entanto, afirma que a mãe cometeu o crime sozinha. A Justiça aceitou a denúncia, tornando mãe e filho réus pelo feminicídio.

Exames.

Laudos do IML (Instituto Médico Legal) e do IC (Instituto de Criminalística) ajudaram a apontar as circunstâncias da morte.

O primeiro exame no corpo de Larissa foi inconclusivo e apontou que ela tinha lesões patológicas no pulmão e no coração, além de “cogumelo de espuma”, termo médico que indica contato do ar com líquido do organismo e que pode ocorrer tanto em situações de morte natural e não natural.

Um novo laudo toxicológico apontou a presença de chumbinho no corpo de Larissa.

Por isso, a Polícia Civil pediu a prisão de Luiz Antonio Garnica e da mãe dele, que também estaria envolvida no crime.

Em nota ao Metrópoles, a defesa de Garnica afirmou que a mãe dele cometeu o crime sozinha. “A defesa ressalta a inocência do Luiz, a qual está devidamente comprovada nos autos. Na mesma linha de intelecção, ficou demonstrada a autoria exclusiva do crime por sua genitora, sem qualquer participação sua. Tudo motivado por patrimônio”, afirma.

Também em nota, a defesa de Elisabete afirmou que “respeita o posicionamento do advogado de Luiz, todavia, não concorda, uma vez que nossa cliente nega qualquer participação no crime”.

Investigação.

Para a promotoria, o crime foi premeditado e teve motivação financeira. A investigação apurou que o médico estava tendo um caso extraconjugal, que foi descoberto por Larissa. Ciente da traição, a professora passou a dizer que procuraria um advogado para se divorciar.

“Ele não estava em uma situação confortável financeira, a mãe também não. Então, com o divórcio, com certeza ele teria que dividir o apartamento que eles moravam e eventuais outros recursos, o que agravaria a situação financeira dele. Isso porque, além de ter que dividir o patrimônio, ele ainda estava ajudando a amante com uma certa quantia de dinheiro”, explicou o promotor Marcus Tulio Alves Nicolino.

Na denúncia, a promotoria acusa Elisabete e Garnica de feminicídio com três qualificadoras: motivo torpe, uso de recurso que dificultou a defesa da vítima e insidioso ou cruel por envenenamento.

O médico também foi denunciado por fraude processual, pois teria alterado a cena do crime “de modo a mascarar a situação para prejudicar o trabalho da perícia e da polícia”.

* Com informações do portal Metrópoles