11 de julho de 2026
ASSASSINO EM SÉRIE

Serial killer encara júri por 18 mortes; defesa alega loucura

Por Da redação | Maceió
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Albino em selfie feita ao visitar cemitério onde algumas de suas vítimas foram enterradas

O ex-agente penitenciário Albino Santos de Lima, 42 anos, encara nesta sexta-feira (11) seu julgamento no primeiro de 10 processos que responde por assassinatos praticados em Maceió (AL). A pedido da Justiça, o júri popular do serial killer de Alagoas, como ficou conhecido, terá reforço policial devido à comoção popular gerada pelos casos.

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Albino é acusado de 18 assassinatos na capital alagoana entre 2019 e 2024, alguns ainda sem denúncia por parte do MP-AL (Ministério Público de Alagoas). Ele está preso desde setembro do ano passado pelos crimes que confessou à polícia. Ele fazia selfies ao visitar cemitério onde algumas de suas vítimas foram enterradas.

Nesta sexta, ele vai responder pela morte de Emerson Wagner da Silva e outra tentativa de assassinato no dia 21 de junho de 2024, no bairro da Ponta Grossa, periferia da capital alagoana. Se condenado, ele pode pegar até 50 anos de prisão – 30 pelo homicídio praticado e 20 pela tentativa.

Como apenas uma pessoa será julgada e apenas quatro testemunhas devem ser ouvidas, o resultado do júri deve ser conhecido ainda nesta sexta.

A tese da defesa de Albino é a inimputabilidade (ou seja, que ele não pode ser punido) por ter deficiência mental. “Ele tem problemas sérios com o entendimento da realidade, diz cometer esses crimes por estar possuído por alguma entidade. Ele não tinha conhecimento da brutalidade do fato que cometeu”, disse o advogado Geoberto de Luna, em entrevista ao UOL.

“Ele diz que fazia isso cumprindo uma missão imputada por um suposto arcanjo Gabriel. Não era ele quem cometia, mas sim esse arcanjo: ele seria apenas o instrumento para isso. É uma questão da loucura dele. Minha tese de defesa é essa, nada mais do que isso”, completou.

O argumento de loucura, porém, é refutado pelo MP. “Defenderei a plena capacidade mental do acusado, baseando-se em prova técnica”, diz o promotor Thiago Riff, citando o laudo psiquiátrico produzido a pedido da defesa e autorizado pelo judiciário.

Por conta desta capacidade cognitiva, o promotor diz que vai defender a aplicação da pena máxima. “O processo que irá a julgamento amanhã está muito bem instruído. As provas são cabais no sentido de que o acusado deve ser condenado pelos crimes que cometeu”, afirma.

Albino era apontado como autor de dez mortes na capital alagoana entre 2023 e 2024. Mas com o aprofundamento das investigações, ele confessou mais oito mortes em fevereiro deste ano, e inquéritos foram reabertos pela polícia.

* Com informações do portal UOL