Um médico-cirurgião foi multado em R$ 36 mil e advertido pelo Tribunal Médico de Queensland, na Austrália, após compartilhar em um grupo do WhatsApp imagem da genitália de um paciente em coma, que possuía uma suástica tatuada. O caso, ocorrido em abril de 2019, veio a público nesta semana após decisão judicial divulgada pela imprensa local.
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A foto, vazada em rede privada, desencadeou investigação policial. O paciente estava internado em um hospital de Queensland quando o cirurgião registrou a região íntima, expondo a tatuagem nazista. A conduta foi classificada como "grave" pelo tribunal, que destacou a violação da privacidade e da ética médica.
Em defesa, o profissional alegou ter sofrido racismo durante sua carreira no país e afirmou que compartilhou a imagem para "denunciar o símbolo de ódio". O tribunal reconheceu seu arrependimento, mas manteve a penalidade. A Justiça criminal retirou as acusações formais após acordo.
A decisão judicial ressaltou que o ato "minou a confiança na profissão médica", mesmo sem intenção de expor a identidade do paciente. O Conselho de Saúde australiano não divulgou o nome do cirurgião, citando políticas de privacidade.
O caso reacendeu debates sobre ética em ambientes hospitalares e o uso indevido de redes sociais por profissionais da saúde. Autoridades reforçaram a importância de protocolos rígidos para proteger dados sensíveis de pacientes.