O abrigo da Comunidade Consoladora dos Aflitos vai precisar de doações de material de construção para a reforma do imóvel, destruído por um incêndio no dia 10 de março. Quatro pessoas morreram e nove ficaram feridas. Um homem foi preso.
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A reforma do imóvel de dois pavimentos incendiado na região central de São José pode custar até R$ 500 mil, segundo estimativa da fundadora e presidente da obra social, Andréa Holanda Laporta.
Para tanto, a comunidade precisa de doações de material de construção e de voluntários que queiram ajudar a obra a reerguer o abrigo. O local foi quase que completamente destruído pelas chamas. Andréa disse que uma construtora se comprometeu a ajudar com a reforma.
No momento do incêndio havia 22 pessoas no abrigo, sendo que 18 foram resgatadas com vida. Os sobreviventes foram realocados no outro abrigo da comunidade, na avenida Adhemar de Barros, na região central de São José, ou em comunidades religiosas que estão ajudando a obra social.
“Para a recuperação do imóvel, que não tinha seguro, estamos pedindo ajuda porque está bem complicado. Toda a ajuda é bem-vinda. Precisamos de dinheiro para reformar tudo, não temos ajuda. Aceitamos materiais de construção. A reforma vai custar de R$ 400 mil a R$ 500 mil”, afirmou Andréa.
Morreram no incêndio quatro moradores do abrigo: Márcia Aparecida e Hélio Gonçalves, ambos de 60 anos, Moisés Felipe, de 47 anos, e Regiane Soares, de 43 anos. Os corpos foram velados e enterrados no dia 15 de março, no Cemitério Colônia Paraíso (Morumbi), no Residencial Gazzo, na zona sul da cidade.
Momentos depois do fogo, a Polícia Militar prendeu Leandro Rangel Vilela, 42 anos, que confessou o crime. Ele também foi reconhecido por testemunhas. Leandro era frequentador do abrigo e conhecido da direção e dos moradores. Ele segue preso em unidade prisional no município.