Dois casos de importunação sexual envolvendo crianças foram registrados em uma escola municipal de São José dos Campos, levantando questionamentos sobre a supervisão e a postura da instituição. Os relatos das famílias mostram traumas e revolta diante das respostas recebidas.
"Minha filha chegou chorando, reclamando de dor. Quando ela contou o que aconteceu, ficamos em choque", desabafa o pai de uma menina de 5 anos, vítima de abuso no banheiro do Cedin Flávio Lenzi. Segundo ele, a criança foi coagida por uma colega, que a ameaçou caso contasse aos pais. “Ela está traumatizada, não quer voltar para a escola. Isso destruiu nossa família",relata.
Outra mãe, cujo filho também sofreu abuso na mesma escola, relata indignação com a resposta da direção. "Quando liguei para a escola, disseram que isso era 'curiosidade infantil'. Como podem naturalizar algo tão grave?" Ela exige medidas urgentes. “Meu filho está assustado, e a escola age como se não fosse responsabilidade deles.”
Cobranças por responsabilidade
Os pais das vítimas afirmam que a escola falhou na vigilância. “Não é possível que duas crianças fiquem sozinhas no banheiro sem supervisão. Vamos processar a escola e exigir as filmagens", diz o pai da menina.
A Prefeitura de São José informou que está acompanhando os casos e que as famílias foram atendidas pela Secretaria de Educação. No entanto, os pais seguem exigindo apoio psicológico e mudanças na estrutura de segurança.
“Isso não é normal. Alguém precisa ser punido", reforça uma das mães. Enquanto isso, as crianças enfrentam o trauma, e as famílias cobram justiça.