09 de julho de 2026
CRIME

Mãe mantém gravidez em sigilo e mata bebê queimado após dar à luz

Por Da Redação | Ervália (MG)
| Tempo de leitura: 2 min
Pixabay
Mãe queima filho recém-nascido e é indiciada por morte do bebê

Uma mulher de 24 anos foi formalmente indiciada pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), nesta quarta-feira (26), pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver. O caso, ocorrido em outubro de 2024 no município de Ervália, na Zona da Mata, envolve a morte do próprio filho recém-nascido e a tentativa de destruir evidências ao atear fogo no corpo da criança.

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Segundo as investigações, a mulher deu à luz sozinha em casa, sem acompanhamento médico durante a gestação, e manteve a gravidez em sigilo de familiares e do suposto pai. Após o parto, ela teria levado o bebê – que nasceu com vida, conforme laudos periciais – até uma área de pastagem, onde incendiou o corpo. Os restos mortais carbonizados foram localizados por equipes policiais durante buscas na região.

O delegado Eduardo Freitas da Silva, responsável pelo caso, destacou que o inquérito foi conduzido com rigor técnico ao longo de cinco meses. “Utilizamos perícias, depoimentos e um exame de DNA que confirmou a maternidade. O objetivo era garantir a precisão das provas”, afirmou. A polícia suspeita que a acusada agiu de forma premeditada para ocultar o crime.

O inquérito, já concluído, foi encaminhado ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), que decidirá sobre a denúncia e as medidas judiciais cabíveis. Se condenada, a mulher pode enfrentar penas que variam de 12 a 30 anos de prisão, conforme a legislação brasileira.

O caso chocou a comunidade local e reacendeu debates sobre a necessidade de políticas públicas para gestantes em situação de vulnerabilidade. Autoridades reforçam a importância de canais de denúncia e apoio psicológico para evitar tragédias similares. A polícia não divulgou detalhes sobre os motivos que teriam levado à ação, mas investiga se a acusada enfrentava conflitos pessoais ou sociais não relatados.