09 de julho de 2026
BRASIL&

Mulher acusada de matar a filha é linchada, mas ossos eram de cão

Por Da Redação | Rio Branco (AC)
| Tempo de leitura: 2 min
Redes sociais
Yara Paulino da Silva

Uma mulher de 27 anos, identificada como Yara Paulino da Silva, foi morta a golpes de ripa e machado no Conjunto Habitacional Cidade do Povo, em Rio Branco (AC), nesta segunda-feira (24). O linchamento ocorreu após rumores de que ela teria assassinado a própria filha, um bebê de dois meses. A Polícia Civil (PC) investiga o caso e informou que os supostos restos mortais da criança encontrados na região são, na verdade, de um animal.

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De acordo com relatos de moradores, integrantes de uma facção criminosa invadiram a casa da vítima e a agrediram até a morte, após circular nas redes sociais a informação de que um corpo infantil havia sido localizado em uma área de mata do conjunto. A versão, no entanto, foi desmentida pelo Instituto Médico Legal (IML), que atestou: os fragmentos encontrados pertenciam a um cachorro.

Em nota, a PC reforçou que não há confirmação da existência da suposta filha de Yara. “Estamos diante de um crime bárbaro, possivelmente motivado por um boato sem fundamento. A equipe da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) ouve testemunhas para apurar se a vítima tinha uma criança e onde ela está”, afirmou o delegado Leonardo Ribeiro, responsável pelas investigações.

Moradores relataram que a suposta filha de Yara foi dada como desaparecida há cerca de uma semana, após uma foto do bebê ser compartilhada em um grupo de mensagens local. A polícia busca agora esclarecer se a criança de fato existia e localizar o suposto pai, ainda não identificado.

O caso expõe a gravidade da violência movida por informações não verificadas. Autoridades reforçaram a necessidade de checar fatos antes de disseminar notícias e alertaram para os riscos de ações criminosas baseadas em especulações.