10 de julho de 2026
BRASIL&

Casal é condenado após escravizar 5 filhos adotivos negros

Por Da Redação | EUA
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Casal é condenado após escravizar 5 filhos negros em fazena

Um casal branco da Virgínia Ocidental, nos Estados Unidos, foi sentenciado a um total de 375 anos de prisão por escravizar cinco filhos adotivos negros em sua fazenda, submetendo-os a trabalho forçado e insultos raciais.

Jeanne Kay Whitefeather, de 56 anos, recebeu pena máxima de 215 anos, enquanto Donald Lantz, de 65, foi condenado a 160 anos de reclusão. O veredito, divulgado nesta semana, seguiu a condenação por crimes como trabalho forçado, tráfico de pessoas e abuso infantil.

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De acordo com o processo judicial, as crianças — todas negras e adotadas pelo casal — eram obrigadas a realizar trabalhos exaustivos na propriedade rural, além de serem alvo constante de xingamentos racistas.

Testemunhas relataram que os menores viviam em condições degradantes, sem acesso adequado a alimentação, educação ou cuidados médicos.

A investigação revelou que o casal usava ameaças e violência psicológica para controlar as vítimas, que tinham entre 6 e 16 anos na época dos fatos.

O juiz Kenneth Ballard, responsável pelo caso, não poupou críticas ao proferir a sentença: “Que Deus tenha misericórdia de suas almas. Porque este tribunal não terá”.

 A declaração ecoou o horror dos detalhes apresentados durante o julgamento, incluindo relatos de que as crianças eram tratadas como “propriedade” e castigadas com privação de sono e isolamento.

A condenação histórica ocorreu após uma denúncia anônima, em 2021, que levou à intervenção de assistentes sociais e da polícia. Autoridades encontraram as vítimas descalças, sujas e com marcas de negligência.

O casal, que se declarou inocente durante o processo, terá direito a apelação, mas promotores afirmam que as evidências — incluindo fotos, vídeos e depoimentos — são “esmagadoras”.

O caso reacendeu debates sobre o racismo estrutural e falhas no sistema de adoção dos EUA. Organizações de direitos humanos celebraram a sentença, classificando-a como um “marco na luta contra a violência racial”. Já a comunidade local expressou choque, já que o casal era visto como “respeitável” perante a sociedade.

Enquanto Jeanne e Donald aguardam transferência para presídios de segurança máxima, as crianças — agora sob custódia do Estado — recebem acompanhamento psicológico e tentam reconstruir suas vidas longe dos traumas.