10 de julho de 2026
CRIME BÁRBARO

Caso Vitória: defesa desmente polícia e nega confissão de Maicol

Por Da redação | Cajamar (SP)
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Vitória Regina de Souza, de 17 anos

Após a polícia comunicar que Maicol Sales dos Santos, de 27 anos, havia confessado o assassinato da adolescente Vitória Regina de Souza, de 17 anos, a defesa do suspeito negou que ele tenha admitido o crime, ocorrido em Cajamar (SP). De acordo com o portal Metrópoles e o SBT, Maicol confessou o crime, durante depoimento prestado nesta segunda-feira (17).

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No comunicado, a defesa ressalta que “Maicol está sendo assistido” e que “toda e qualquer declaração atribuída a ele, feita sem a presença de seus advogados, ofende a legislação processual pertinente e carece de validade jurídica, sendo potencial causa nulificadora do processo e até mesmo de configuração de ilícito penal e administrativo”.

Laudos periciais revelaram que Maicol perseguia a jovem desde o ano passado. Durante a análise de seu celular, foram encontradas provas que indicam o monitoramento da vítima, incluindo um print de uma publicação feita por Vitória na noite de 26 de fevereiro, quando ela relatava estar aguardando um segundo ônibus para retornar para casa. Para os investigadores, o registro sugere que o suspeito acompanhava os passos da jovem no dia em que ela desapareceu.

Além disso, câmeras de segurança flagraram o carro de Maicol, um Toyota Corolla prata, no local em que Vitória foi sequestrada. O corpo da jovem foi encontrado uma semana depois em uma área de mata em Cajamar.

No celular do suspeito, a perícia também encontrou fotos de outras mulheres com características físicas semelhantes às de Vitória, o que, segundo a polícia, reforça o perfil de perseguidor obsessivo, conhecido como "stalker".

Os laudos indicam ainda que Vitória foi mantida em cativeiro, torturada e teve os cabelos raspados. A principal hipótese é que ela tenha sido violentada sexualmente antes de ser morta por um corte profundo no pescoço, que causou hemorragia fatal. A polícia analisa se os vestígios de sangue encontrados no carro e na residência de Maicol pertencem à vítima.

Outros dois homens – o ex-namorado de Vitória e um amigo dele – chegaram a ter a prisão solicitada, mas o pedido foi negado pela Justiça. Embora ainda sejam formalmente investigados, as suspeitas contra eles perderam força.