11 de julho de 2026
VIGILÂNCIA SANITÁRIA

Após morte de Bryan, prefeitura faz vistoria em escola de Taubaté

Por Xandu Alves | Taubaté
| Tempo de leitura: 2 min
Repórter especial
Reprodução
Morte de Bryan comoveu a região

A Prefeitura de Taubaté informou que realizou vistorias na escola municipal José Sant’Anna de Souza, no bairro Chácara Flórida, com equipes das Vigilâncias Sanitária e Epidemiológica para investigar possíveis contaminações no ambiente escolar.

Amostras dos alimentos foram encaminhadas para análise para garantir que estavam dentro dos parâmetros de qualidade, segundo a administração.

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Três crianças passaram mal na escola entre sexta-feira (7) e segunda (10), com sintomas bem semelhantes: náusea, dor de cabeça, dor de barriga e vômito.

Um dos alunos foi o menino Bryan Schroll, de 9 anos, que morreu no último sábado (8) após sentir mal-estar na unidade escolar de Taubaté no dia anterior.

A mãe dele, Juliana Ceconi, 33 anos, que é socorrista, disse que o filho estava pálido, com dor de cabeça e náuseas.

Ao retornar para casa, Bryan deitou e reclamou de mais dores. Antes de tomar um medicamento, vomitou uma substância esbranquiçada com pequenos pontos escuros.

Ao notar que Bryan estava piorando, Juliana levou o filho até a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Cecap. Com o agravamento do quadro, o menino foi transferido de ambulância para a UTI (Unidade de Terapia Intensiva) pediátrica do HMUT (Hospital Municipal Universitário de Taubaté). Durante o atendimento, a criança não resistiu e morreu às 3h30 de sábado.

Juliana disse que o filho sempre foi saudável, praticava esportes e que a morte dele pode estar relacionada a algo que ele ingeriu. “Meu filho sempre foi muito saudável. Na sexta ele estava muito feliz, como sempre. A gente precisa descobrir de onde surgiu isso, porque não aconteceu do nada. Se ele foi envenenado, vamos descobrir”, afirmou.

Outros dois alunos passaram mal na escola, um de 6 e outro de 13 anos, também com náuseas, dor de barriga, vômito e dor de cabeça. Ambos foram dispensados da aula por causa do mal-estar.

Em nota, a prefeitura disse que o caso do menino de 13 anos não tem relação com o ocorrido na sexta-feira (7), quando Bryan e a outra criança de seis anos passaram mal na escola.

“A Prefeitura esclarece que estão sendo tomadas todas as medidas necessárias para assegurar a segurança de todos”, disse a administração municipal.

“A Prefeitura reforça que todos os esclarecimentos devidos e contribuições para a apuração estão sendo realizados. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil, e a administração se colocou à disposição para contribuir nas apurações.”