10 de julho de 2026
ABRIGO INCENDIADO

Márcia, Regiane, Moisés e Hélio: quem são as vítimas da tragédia

Por Da redação | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Hélio Gonçalves (alto, à esq.), Márcia Aparecida (abaixo, à esq.) e Regiane Soares

A Polícia Civil identificou as quatro pessoas carbonizadas em um incêndio ocorrido em um abrigo social em São José dos Campos, na madrugada desta segunda-feira (10). O local atende moradores em situação de rua e pessoas abandonadas pela família.

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As vítimas foram identificadas como Márcia Aparecida, Regiane Soares, Moisés Felipe e Hélio Gonçalves. Nenhum deles conseguiu escapar das chamas, que destruíram quase que completamente o abrigo da Comunidade Consoladora dos Aflitos, que fica na rua Sebastião Hummel, região central da cidade. 

Os quatro ocupantes da casa foram consumidos pelas chamas. Além deles, nove pessoas ficaram feridas, entre elas um bombeiro. No total, a casa tinha 22 pessoas, sendo quatro funcionários – 18 pessoas sobreviveram ao incêndio. Havia ocupantes acamados, com a mobilidade reduzida e de cadeira de rodas.

Leandro Rangel Vilela, de 42 anos, foi preso pela Polícia Militar momentos depois do incêndio e numa rua próxima ao local. Ele foi reconhecido por testemunhas e confessou o crime, que teria sido motivado por vingança.

Fogo no sofá.

Informações do boletim de ocorrência revelam que Leandro colocou fogo no sofá de um bazar que faz parte do abrigo, numa área de brechó. O fogo se alastrou e atingiu todo o imóvel de dois pavimentos. Leandro vai responder pelos crimes de por incêndio doloso, homicídio qualificado consumado e tentativa de homicídio qualificado.

As vítimas mortas na tragédia, com idades entre 50 a 65 anos, não conseguiram escapar das chamas. Alexsander de Oliveira, assistente social da instituição, disse que as famílias foram contatadas pela comunidade. Ainda não há detalhes sobre sepultamento. Também não foram revelados detalhes pessoais sobre as vítimas.

Como os documentos das vítimas se perderam no incêndio, a representante do local passou os nomes à Polícia Civil de memória. O abrigo, que atende pessoas em vulnerabilidade social, foi alvo de um incêndio criminoso.