11 de julho de 2026
ONDE ESTÁ LÚCIA?

Família recebe pedidos de Pix após Lúcia desaparecer em Taubaté

Por Da Redação | Taubaté
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Lúcia de Fátima Alves está desaparecida em Taubaté

Uma mulher de 58 anos, Lúcia de Fátima Alves, está desaparecida em Taubaté (SP) após viajar mais de 3.000 km de Fortaleza (CE) para morar com uma pessoa que conheceu pela internet. Desde sua chegada à cidade, no dia 12 de fevereiro, familiares perderam contato com ela e começaram a receber mensagens de áudio com vozes masculinas, vídeos e pedidos de Pix, que geraram grande preocupação.

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Os parentes de Lúcia relataram ao OVALE que, após o desaparecimento, passaram a receber mensagens agressivas de homens que usavam o número de celular dela para solicitar valores entre R$ 50 e R$ 150. Em um dos áudios, uma voz masculina afirma que Lúcia “não está morando na rua” e que está “perto do pessoal”, terminando com um tom ameaçador: “Se não quiser mandar dinheiro, não manda”.

Além dos áudios, a família recebeu um vídeo que mostra Lúcia ao lado de uma mulher loira com tatuagens nos braços, em um local que parece ser um depósito de lixo. Em outra imagem, enviada pelo celular, ela aparece com os dentes quebrados e um dos olhos inchados, o que aumentou a preocupação dos familiares.

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A sobrinha de Lúcia, que preferiu não se identificar, contou que a tia conheceu uma mulher chamada Rosane pela internet e decidiu viajar para Taubaté sem avisar a família. “Ela praticamente fugiu de casa. Comprou a passagem e só avisou no dia da viagem. Minha mãe me contou quando cheguei do trabalho”, relatou.

Desde então, as redes sociais de Lúcia foram bloqueadas para os familiares, e ela não responde mais às mensagens. A família suspeita que ela possa ter tido o benefício tomado e está desamparada. “Dois dias depois de ela chegar a Taubaté, mandaram vídeo e pediram Pix daqui para ela. Alguns falam com ignorância. Vai fazer um mês que não tenho contato e notícia dela”, desabafou a sobrinha.

A família tenta localizar Lúcia em Taubaté e deve registrar um boletim de ocorrência na polícia. Qualquer informação sobre o paradeiro dela pode ser repassada à Polícia Militar (190) ou à Polícia Civil (181).

Lúcia trabalhava como cuidadora de idosos e realizava serviços gerais em uma pousada antes de viajar. Ela também fazia uso de medicamentos controlados, o que aumenta a preocupação dos familiares com seu bem-estar. A situação permanece cercada de mistério, enquanto a família aguarda por respostas e tenta reaver o contato com a parente desaparecida.