09 de julho de 2026
BRASIL&

Mãe de jovem abusada por PMs relata trauma e uso de calmantes

Por Da Redação | Diadema
| Tempo de leitura: 2 min
Freepik
Caso aconteceu neste último final de semana

A mãe de uma jovem de 20 anos, que alega ter sido vítima de abuso sexual por dois policiais militares do 24° Batalhão de Polícia Militar de Diadema, na Grande São Paulo, revelou que a filha está emocionalmente abalada, com marcas físicas e dependendo de calmantes para lidar com o trauma. O caso, ocorrido no último domingo à noite, por volta das 23h30, chocou a comunidade e levantou questionamentos sobre a conduta dos agentes.

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Segundo a vítima, os policiais teriam oferecido uma carona para levá-la para casa. No entanto, dentro da viatura, ela foi supostamente abusada pelos dois PMs no banco traseiro. A mãe, que preferiu não se identificar por medo de represálias, contou que havia bebidas alcoólicas no veículo e que as câmeras corporais dos agentes não foram acionadas durante o ocorrido. "Ela está machucada, traumatizada e tomando calmantes para conseguir dormir", desabafou.

O caso ganhou repercussão após a revelação de que os policiais envolvidos, identificados como o cabo James Santana Gomes e o soldado Léo Felipe Aquino da Silva, desligaram ou retiraram as câmeras de seus uniformes durante o período em que o abuso teria ocorrido. A ausência de registro das imagens levanta suspeitas sobre a intenção de ocultar os fatos, fragilizando a transparência que deveria ser garantida pelos equipamentos.

A mãe da jovem destacou a dor de ver a filha, que confiava na polícia como instituição de proteção, ser vítima justamente daqueles que deveriam zelar por sua segurança. "Eles destruíram a vida dela. Como confiar na polícia depois disso?", questionou.

O caso expõe uma grave falha no sistema de segurança pública, colocando em xeque a confiança da população nas instituições policiais. A utilização de câmeras corporais, que deveria ser uma ferramenta de prestação de contas e transparência, foi ignorada, levantando dúvidas sobre a integridade dos agentes envolvidos. A situação reforça a necessidade urgente de reformas e medidas de responsabilização dentro das forças policiais, além de um amplo debate sobre a ética e o papel da polícia na sociedade.

Enquanto a investigação segue em andamento, a jovem e sua família aguardam justiça. O caso serve como um alerta para a importância de combater abusos de autoridade e garantir que a polícia cumpra seu papel de proteger, e não de oprimir, os cidadãos. A confiança na instituição, essencial para a ordem pública, está em jogo, e apenas ações concretas poderão restaurá-la.