10 de julho de 2026
CONFUSÃO

Briga após corrida de aplicativo termina em pancadaria em Taubaté

Por Leandro Vaz | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Da redação
Reprodução/TV Record
Câmera registrou agressões

Uma discussão entre uma passageira e um motorista de aplicativo terminou em agressão física na rua, em Taubaté, na última semana. O desentendimento começou após a criança da passageira, de apenas três anos, vomitar dentro do carro, e o motorista exigir o pagamento de uma taxa de R$ 250 para a higienização do veículo.

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A passageira, Bruna Castilho, discordou do valor e entrou em contato com o pai da criança para pedir apoio. O motorista, por sua vez, chamou uma amiga, também motorista de aplicativo, para o local. Foi nesse momento que a confusão se intensificou e resultou em agressões mútuas entre as duas mulheres.

Imagens de câmeras de segurança, obtidas pela TV Record, registraram o momento em que a briga se espalha para o meio da rua. No vídeo, é possível ver que um homem, amigo da motorista, inicialmente tenta intervir, mas acaba agredindo Bruna. A confusão ocorreu diante da criança, que assistiu a tudo de perto.

Os envolvidos apresentam versões diferentes sobre o início da agressão. Bruna afirma que foi atacada assim que a motorista chegou e que, além da agressão, foi ofendida verbalmente. Já a motorista alega que agiu para se defender após ser atingida primeiro. O homem envolvido na confusão justificou que tentou conter Bruna, mas acabou usando força para “neutralizá-la”.

“Eu apanhei na frente do meu filho. Isso é inaceitável”, disse Bruna, que exibiu os machucados no corpo, incluindo arranhões e lesões no pescoço. A motorista, por sua vez, também apresentou hematomas no rosto e afirmou que apenas reagiu ao ataque.

O caso foi registrado na delegacia de Taubaté, que segue investigando os acontecimentos e ouvindo os envolvidos. Em nota, a empresa de transporte por aplicativo informou que bloqueou o motorista da plataforma assim que tomou conhecimento do caso. Já a motorista envolvida continua ativa no serviço, pois não houve denúncia formal contra ela.

Os dois motoristas deram entrevistas, mas não quiseram mostrar os rostos.

“Eu só quero que alguém tome providências. Isso não pode ficar impune”, desabafou Bruna, que cobra medidas para que casos como esse não se repitam.