19 de abril de 2026
CENTRO DE COMPRAS

Funcionário de loja acusado de assédio pede demissão em São José

Por Xandu Alves | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução / Freepik

Acusado de assédio sexual contra um adolescente, o funcionário de uma loja instalada em shopping de São José dos Campos pediu demissão do cargo. Ele é investigado pela Polícia Civil. O Conselho Tutelar também acompanha o caso.

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A vítima foi um jovem de 17 anos e o assédio aconteceu na segunda-feira (24) da semana passada, no banheiro do Shopping Jardim Oriente, no Jardim América, na zona sul da cidade.

De acordo com a denúncia, o adolescente trabalha no centro de compras e foi assediado sexualmente por um funcionário da loja Di Gaspi, dentro do banheiro. O caso aconteceu por volta das 19h.

O funcionário não havia sido afastado pela direção da loja após a denúncia, como reivindicavam os pais da vítima, mas pediu demissão depois de o caso ter sido divulgado por OVALE. Ele não foi localizado para comentar a denúncia. A saída dele foi confirmada pela direção do estabelecimento.

Assédio no banheiro.

De acordo com o boletim de ocorrência, o funcionário subiu na cabine do banheiro em que o adolescente estava e o assediou sexualmente. Em seguida, após a negativa do jovem, o homem tentou forçar a porta da cabine.

O funcionário, que estava uniformizado, subiu novamente na cabine e ofereceu dinheiro para que o adolescente tivesse relação sexual com ele. A vítima continuou negando, e o funcionário, contrariado, ameaçou o adolescente e disse que ele não deveria contar para ninguém o que tinha acontecido.

A vítima conseguiu sair do banheiro após várias negativas e acionou a segurança do centro de compras. A Polícia Militar não foi chamada.

A mãe do jovem enviou um carro de aplicativo para pegá-lo no centro de compras. Os pais registraram o boletim de ocorrência na Polícia Civil, que investiga o caso. O Conselho Tutelar também registrou e acompanha a denúncia. A exploração sexual de criança e adolescente é crime previsto no Código Penal e no ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente).

Outro lado.

Procurado pela reportagem, o Shopping Jardim Oriente informou que, de imediato, foi feito todo o acolhimento da família, “com orientações dos procedimentos legais cabíveis". O centro de compras disse que "também direcionou os familiares para conversar com a direção da loja”.

“O shopping também ofereceu toda a ajuda para a investigação policial”, completou a empresa, por meio de nota.

O diretor da Di Gaspi disse que a empresa tomou conhecimento dos fatos por meio da mãe do adolescente. “Pelas informações, [os fatos] não ocorreram na jornada de trabalho desta empresa”, afirmou.

“Nossa empresa preza pela apuração dos fatos pelas autoridades competentes”, acrescentou o dirigente.

Sobre uma eventual continuidade do assédio ao adolescente, por parte do funcionário, o diretor disse que “nosso departamento jurídico estará atento a qualquer ato contrário ao bons costumes”.