Dom Raymundo Damasceno Assis, cardeal e arcebispo emérito de Aparecida, além de comissário pontifício, enviou uma mensagem ao papa Francisco manifestando sua solidariedade e orações pela pronta recuperação da saúde do santo padre.
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Na carta endereçada ao Vaticano, em 24 de fevereiro, o cardeal expressa seu desejo de que o papa possa retornar em breve às atividades pastorais e reafirma sua união em oração com toda a Igreja Católica.
Damasceno também destaca a importância da fé no enfrentamento do sofrimento, recordando que Francisco, como discípulo de Cristo, oferece seus sofrimentos pelo bem da Igreja e pela paz mundial.
“Peço a Deus que o abençoe e que a Santíssima Virgem Maria o envolva com sua maternal proteção”, escreveu Damasceno, assegurando “suas preces contínuas pela recuperação do pontífice”.
A Arquidiocese de Aparecida informou que reforçou o pedido de orações pelo papa Francisco, confiando sua saúde e missão ao Senhor.
De acordo com atualização do Vaticano divulgada nesta terça-feira (4), o papa Francisco, de 88 anos, “dormiu a noite toda e mantém seu repouso”.
Na segunda-feira (3), a Santa Sé informou que o pontífice sofreu dois episódios de insuficiência respiratória aguda. Segundo o boletim, Francisco precisou de equipamentos para ajudar na respiração, mas não houve necessidade de intubação.
“Hoje [segunda], o Santo Padre apresentou dois episódios de insuficiência respiratória aguda, causada por acúmulo significativo de muco endobrônquico e consequente broncoespasmo. Foram, então, realizadas duas broncoscopias com necessidade de aspiração de secreções abundantes. À tarde, foi retomada a ventilação mecânica não invasiva. O Santo Padre sempre se manteve vigilante, orientado e colaborativo. O prognóstico permanece reservado”, informou o Vaticano.
O papa Francisco está internado desde o último dia 14 de fevereiro no Hospital Gemelli, em Roma. O quadro inicial de bronquite se agravou, transformando-se em uma pneumonia que acometeu ambos os pulmões.
Esta é a ausência mais longa de Francisco desde o início do seu papado, em março de 2013. Os médicos do Vaticano não disseram quanto tempo pode durar o tratamento.
Ainda segundo a Santa Sé, o prognóstico permanece reservado, o que indica que o estado de saúde do paciente é grave e exige cuidados intensivos e especiais. No entanto, a evolução do quadro ainda é incerta.