Cinco pessoas morreram em decorrência da dengue no Vale do Paraíba neste ano, sendo quatro em Jacareí e uma em São José dos Campos. O número de casos confirmados chegou a 1.558. Com isso, a letalidade está mais alta do que 2024, ano em que a doença virou epidemia na região.
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Em oito semanas epidemiológicas, a região tem 0,26 de taxa de letalidade, contra 0,11 no ano passado, no mesmo período – 34,5 mil casos e 38 mortes.
Em todo o ano passado, a dengue matou 316 pessoas no Vale, com 252,5 mil casos confirmados e letalidade de 0,13, também mais baixa do que a de 2025, que ainda tem seis mortes em investigação e 6.565 casos suspeitos.
Nesta quarta-feira (19), o governo de São Paulo decretou situação de emergência por conta da alta da doença em todo o estado -- 124 mil casos e 113 mortes em 2025.
Jacareí é a cidade com mais casos confirmados e mortes neste ano, com 517 infectados e quatro óbitos.
Para conter a doença, a Prefeitura de Jacareí lançou um número de WhatsApp para moradores denunciarem locais com possíveis focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. O canal é acessado pelo número (12) 99159-7877.
São José dos Campos aparece com 460 casos confirmados e 5.349 em investigação, com uma morte pela doença. A vítima estava internada desde 8 de janeiro e faleceu em 5 de fevereiro. “A Prefeitura reforça que está comprometida com o combate à dengue na cidade”, disse a administração.
Taubaté tem 73 casos confirmados e 55 em investigação. A cidade tem uma morte suspeita.
No Litoral Norte, a doença já infectou 293 pessoas e há outros 668 casos em investigação. Não há nenhuma morte pela doença nas cidades do litoral, mas há dois óbitos em investigação.
No ano passado, no Vale, o pico da dengue aconteceu nos meses de março e abril, que concentraram 63% dos casos do ano e 77% das mortes. A doença começou a arrefecer a partir de maio, com a chegada dos dias mais frios e com menos chuvas.
A infectologista Luciana Campos, do Sabin Diagnóstico e Saúde, reforça a importância de medidas simples e diárias para evitar a proliferação do mosquito.
“O Aedes aegypti se desenvolve em ambientes úmidos e quentes, comuns nas regiões com temperaturas elevadas e chuvas intensas. Por isso, a atenção constante e a eliminação de focos de água parada são essenciais para evitar o aumento dos casos de dengue”, alerta a médica.
Entre as dicas de cuidados dentro de casa, deve-se evitas o acúmulo de água, eliminando focos de água parada em vasos, garrafas, pneus, calhas e outros recipientes.
Feche bem os reservatórios de água: tampas e coberturas adequadas evitam que o mosquito coloque ovos.
Faça a limpeza de calhas e caixas d'água: mantenha esses locais limpos para evitar que se tornem criadouros do mosquito.
Descarte correto de objetos: pneus, garrafas e outros objetos que possam acumular água devem ser descartados de maneira adequada.
Luciana destaca a importância de procurar atendimento médico assim que os sintomas surgirem.
“Buscar um diagnóstico preciso é fundamental para garantir um tratamento adequado e evitar complicações. Exames laboratoriais são essenciais para identificar corretamente qual doença está em questão”, afirma.