Os detalhes da morte do pequeno Yuri, em Taubaté, começam a revelar nuances sobre o caso que podem levar ao esclarecimento da ocorrência, que chocou a comunidade.
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O menino deu entrada no Hospital Regional do Vale do Paraíba com parada cardiorrespiratória após um traumatismo craniano. O óbito foi constatado na última quinta-feira (13).
A equipe médica que atendeu Yuri verificou diversas lesões pelo corpo do menino, algumas delas com indícios de terem sido causadas em dias distintos.
Yuri foi levado ao Hospital Regional por equipe do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). Ele apresentava ferimentos que levantaram suspeita de maus-tratos.
Tão logo a morte do menino foi registrada, a Polícia Civil começou a investigar o caso, com diligências no hospital e na residência da família, além de requisitar exames periciais no local e a necropsia do corpo no IML (Instituto Médico Legal) para esclarecer as causas da morte.
O caso ocorreu em uma residência de Taubaté onde a criança morava com a mãe, de 22 anos, e o padrasto, de 21 anos. O relato de ambos foi vital para o início das investigações. A babá do menino também foi ouvida. A polícia examina cada detalhe para verificar contradições e descobrir o que aconteceu com a criança.
A mãe de Yuri disse que o filho estava com uma babá, que mora no mesmo terreno da sua casa, quando o Samu foi acionado. Também estava presente o namorado dela e padrasto da criança.
Tudo começou quando a mãe estava trabalhando e a babá ligou dizendo que o menino havia caído no banheiro e não estava acordando. Ela ainda presenciou o Samu no local.
A mãe disse que desconhece o motivo pelo qual o filho estava com seu namorado, e não com a babá, que mora na casa da frente, no mesmo terreno.
Ela contou que o namorado tinha ciúmes do filho dela, e que eventualmente o casal se desentendia por conta da criança.
Já sobre as diversas lesões no corpo do filho, ela narrou que sempre ele caía de joelho, e que o cachorro da família, eventualmente, também deixava marcas na criança no momento de brincar. Afirmou também que o filho estava com virose e que teria ficado com ele até as 2h no hospital.
A babá informou que recebe da mãe de Yuri um valor para cuidar da criança, porém, na data da morte dele, o menino não teria descido para sua casa, que é o local onde ela costuma ficar com ele.
Ela disse que o padrasto afirmou que Yuri tinha vomitado e que iria dar um banho nele, momento em que teria descido para atender um amigo, que tinha chegado ao local. Momentos depois, o homem afirmou que a criança teria caído e batido o rosto no chão, quando então acionou o Samu.
A babá disse que o menino chorava quando se aproximava do padrasto, e que demonstrava medo, porém, disse que nunca viu atos de violência entre eles. Contou também que não ouviu nenhum barulho diferente no dia da morte da criança.
O amigo do padrasto disse que estava em um bar quando o homem o teria chamado para ir até sua casa, por volta de 12h30. Ele disse que, ao chegar ao local, viu Yuri deitado, e foi informado pelo amigo que o menino estava doente.
Disse ainda que o padrasto anunciou que daria um banho na criança e que, momentos depois, ele teria saído do banheiro e dito que o menino teria caído, tentando reanimá-lo. Narrou que viu sangue escorrendo pelo nariz de Yuri.
Por sua vez, o padrasto disse que foi atender o amigo que o chamava, e que, ao retornar para a casa, viu a criança com vômito, momento que decidiu dar um banho nela.
Relata que se ausentou para pegar uma toalha. Ao retornar, disse que Yuri estava com a boca machucada e o nariz sangrando, momento em que saiu de lá com ele para chamar o Samu.
Admitiu que atualmente está afastado da mãe do menino e que a criança tinha ciúmes da sua relação com a mãe. Confessou que, eventualmente, gritava com a criança, pois a mãe teria dado essa liberdade a ele. Negou que já tenha batido em Yuri. Afirmou que as lesões no corpo da vítima derivam de brincadeiras que o menino fazia, inclusive com o cachorro da família.
Após os primeiros trabalhos investigativos, a Autoridade Policial determinou o encaminhamento do corpo da vítima para o IML (Instituto Médico Legal) para exame necroscópico que possa ofertar maiores elementos para o inquérito policial e posterior esclarecimento dos fatos. O caso foi registrado na Delegacia de Taubaté como morte suspeita e morte acidental. As investigações continuam.