09 de julho de 2026
COMPARADO A 2024

Com 2 mortes e 960 casos, dengue tem letalidade mais alta em 2025

Por Xandu Alves | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 3 min
Reprodução
Mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya

A dengue tem uma letalidade mais alta neste começo de 2025 do que teve em 2024, ano em que a doença virou epidemia no Vale do Paraíba.

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Em sete semanas epidemiológicas, a região tem duas mortes confirmadas e três óbitos em investigação, com 961 casos e 5.032 casos suspeitos.

Os números são mais baixos do que no mesmo período de 2024, que tinha 25,3 mil casos até a 7ª semana epidemiológica e 29 mortes.

No entanto, a taxa de letalidade é maior em 2025 do que era em 2024. O novo ano tem 0,21 de letalidade contra 0,11 no ano passado.

Em todo o ano passado, a dengue matou 316 pessoas no Vale, com 252,5 mil casos confirmados e letalidade de 0,13, também mais baixa do que a de 2025.

Cidades.

Jacareí é a cidade com mais casos confirmados e mortes neste ano, com 348 infectados e dois óbitos, além de duas mortes em investigação.

Para conter a doença, a Prefeitura de Jacareí lançou um número de WhatsApp para moradores denunciarem locais com possíveis focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. O canal é acessado pelo número (12) 99159-7877.

São José dos Campos aparece com 249 casos confirmados e 4.123 em investigação, sem nenhuma morte pela doença. Taubaté tem 44 casos confirmados e 41 em investigação. A cidade tem uma morte suspeita.

No Litoral Norte, a doença já infectou 178 pessoas e há outros 467 casos em investigação. Não há nenhuma morte pela doença nas cidades do litoral.

Pico em 2024.

No ano passado, no Vale, o pico da dengue aconteceu nos meses de março e abril, que concentraram 63% dos casos do ano e 77% das mortes. A doença começou a arrefecer a partir de maio, com a chegada dos dias mais frios e com menos chuvas.

A infectologista Luciana Campos, do Sabin Diagnóstico e Saúde, reforça a importância de medidas simples e diárias para evitar a proliferação do mosquito.

“O Aedes aegypti se desenvolve em ambientes úmidos e quentes, comuns nas regiões com temperaturas elevadas e chuvas intensas. Por isso, a atenção constante e a eliminação de focos de água parada são essenciais para evitar o aumento dos casos de dengue”, alerta a médica.

Dicas de prevenção.

Entre as dicas de cuidados dentro de casa, deve-se evitas o acúmulo de água, eliminando focos de água parada em vasos, garrafas, pneus, calhas e outros recipientes.

Feche bem os reservatórios de água: tampas e coberturas adequadas evitam que o mosquito coloque ovos.

Faça a limpeza de calhas e caixas d'água: mantenha esses locais limpos para evitar que se tornem criadouros do mosquito.

Descarte correto de objetos: pneus, garrafas e outros objetos que possam acumular água devem ser descartados de maneira adequada.

Luciana destaca a importância de procurar atendimento médico assim que os sintomas surgirem.

“Buscar um diagnóstico preciso é fundamental para garantir um tratamento adequado e evitar complicações. Exames laboratoriais são essenciais para identificar corretamente qual doença está em questão”, afirma.