11 de julho de 2026
CRIME ORGANIZADO

'Central de inteligência' do PCC monitora policiais e autoridades

Por Da redação | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 1 min
Arquivo
Unidade prisional no Vale

Mais temida facção criminosa do Brasil, o PCC (Primeiro Comando da Capital) mantém um 'esquadrão de elite', uma central de inteligência criada como um braço armado com a função de levantar informações sobre autoridade e agentes públicos -- principalmente policiais -- para depois executá-los. É o que apontam investigações do MP (Ministério Público) de São Paulo.

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Criada em Taubaté, em 31 de agosto de 1993, no 'Piranhão', o pavilhão anexo da Casa de Custódia, a organização criou a 'Sintonia Restrita' -- é uma célula que trata de assuntos 'extremamente sigilosos e relevantes para a cúpula', situada dentro da estrutura da 'Sintonia dos 14' (membros de extrema confiança por parte do comando, com elevado poder decisório).

A reestruturação foi realizada, segundo as investigações, devido à multiplicação de tarefas e integrantes. O PCC é dividido, estruturalmente, em células. São as sintonias -- a '012', por exemplo, fica responsável pela atuação na RMVale.

A descoberta da 'Sintonia Restrita' ocorreu após uma apreensão no estado de São Paulo. "Documentos apreendidos em poder de outros integrantes da Sintonia Restrita (...), dão conta de que uma das funções realmente é a de proceder ao levantamento de informações sobre agentes públicos para posteriormente matá-los, com a utilização de armas de fogo", diz trecho de denúncia apresentada pelo MP à Justiça.

A Sintonia passa as informações para os encarregados de praticar o crime. As forças de segurança pública mantêm o monitoramento constante das organizações criminosas, por meio de ações de inteligência.

De acordo com o governo do Estado, a RMVale é palco de uma disputa entre o PCC e facções criminosas do Rio de Janeiro (leia aqui).