10 de julho de 2026
MAIS EFETIVO

Apuração de ataque a assentamento do MST no Vale recebe policiais

Por Da redação | Tremembé
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução / Brasil de Fato / Gabriela Moncau
Assentamento Olga Benário, em Tremembé

A investigação sobre o ataque a tiros ao assentamento Olga Benário, do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) em Tremembé, ganhou um reforço no efetivo policial. Duas pessoas morreram e seis ficaram feridas no atentado. O crime ocorreu na sexta-feira (10) da semana passada.

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A força-tarefa da Polícia Civil recebeu dois delegados e 10 investigadores para incorporar ao grupo de investigação, que agora conta com três delegados e 30 investigadores, além de aparelhos de última geração, como um scanner 3D.

Segundo o delegado seccional de Taubaté, Marcos Parra, a Polícia Civil trabalha em três frentes principais de investigação, para descobrir a motivação do crime, a identidade dos autores e produzir provas.

Parra informou que a identidade dos agressores já está quase toda definida, além da motivação por disputa de terra. O trabalho maior é para a localização dos envolvidos, que seguem foragidos.

Conduzida pela Deic (Delegacia Especializada de Investigações Criminais) de Taubaté, com o apoio da Polícia Civil de Tremembé, a investigação também conta com análise de imagens de câmeras de segurança. O trabalho permitiu a identificação dos veículos utilizados no crime. Um carro foi localizado em um terreno baldio e apreendido.

A Polícia Civil conseguiu identificar ao menos cinco suspeitos pelo crime. Antônio Martins dos Santos Filho, mais conhecido como “Nero do Piseiro”, é um deles e já foi preso. Ele passou por audiência de custódia e confessou que foi até o local, mas negou ter efetuado disparos contra as vítimas. Nero é suspeito de ter sido o mentor do atentado ao MST. Outros quatro suspeitos também foram identificados pela polícia e estão foragidos da Justiça.

“O que foi possível compreender até agora é que o litígio foi nesse lote específico. Não é contra o movimento [Sem Terra], é contra esse lote. A disputa não é da gleba, é do lote que está desocupado”, disse Múcio Mattos, diretor do Deinter-1 em São José dos Campos, em entrevista à TV Vanguarda.