10 de julho de 2026
INVESTIGAÇÃO

Polícia Civil vai ouvir vítimas da chacina do MST em Tremembé

Por Da redação | Tremembé
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
MST

A Polícia Civil vai ouvir o depoimento das vítimas e de testemunhas que possam ter informações sobre a chacina no assentamento Olga Benário, do MST, em Tremembé. Criminosos armados mataram dois assentados e feriram outras seis pessoas.

Clique aqui para fazer parte da comunidade de OVALE no WhatsApp e receber notícias em primeira mão. E clique aqui para participar também do canal de OVALE no WhatsApp.

A investigação é liderada pelo delegado Vinícius Vieira Garcia, da Deic (Delegacia Especializada em Investigações Criminais) de Taubaté. O crime acontece na noite da última sexta-feira (10).

As vítimas fatais foram Valdir do Nascimento, de 52 anos, e Gleison Barbosa de Carvalho, de 28. Outras seis pessoas, com idades entre 18 e 49 anos, ficaram feridas e foram atendidas em unidades de saúde locais.

“A coleta de imagens e a coleta de campo estão bastante avançadas. Os policiais estão empenhados para localizar os demais participantes nessa empreitada criminosa”, disse Garcia, em entrevista coletiva realizada na tarde de segunda-feira (13) na sede da delegacia de Taubaté.

A Polícia Civil já prendeu aquele que é considerado o mentor do ataque, conhecido como “Nero do Piseiro“, de 41 anos. Ele foi localizado em um terreno na cidade de Taubaté. O suspeito já tem duas passagens pela polícia, sendo uma delas por porte ilegal de arma de fogo.

Nero foi reconhecido por testemunhas que viram os criminosos chegando ao local em carros e motos, para depois começarem a atirar. Um dos veículos foi localizado e apreendido.

A polícia também conseguiu identificar um segundo suspeito de ter participado do ataque. A Justiça decretou a prisão temporária desse suspeito, de 25 anos, que segue foragido.

Foi instaurado um inquérito policial para ajudar na localização e responsabilização dos demais envolvidos ao ataque. Os investigadores também aguardam os resultados de laudos periciais, exames do IML (Instituto Médico Legal) e balísticos.

A perícia foi realizada no local e o Instituto de Criminalística apreendeu diversas armas brancas, como facas e foices, e muitas cápsulas deflagradas. A principal hipótese do ataque foi uma disputa por lotes do terreno, onde a comercialização não é permitida.

As diligências também contaram com o apoio da Polícia Militar, que prendeu um homem dentro de um veículo nas proximidades do local por porte ilegal de arma de fogo. Porém, no momento não é possível saber se o suspeito tem relação com o ataque.