11 de julho de 2026
SÉRIE HISTÓRICA

Polícia apreende quase 30 mil armas no Vale em 23 anos, diz SSP

Por Xandu Alves | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Repórter Especial
Reprodução
Armas aprrendidas pela polícia

As forças públicas de segurança apreenderam quase 30 mil armas de fogo no Vale do Paraíba desde 2001, de acordo com a série histórica da SSP (Secretaria de Estado da Segurança Pública).

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Apenas em 2024, a região registra 743 armas apreendidas entre janeiro e agosto, 22,20% a mais do que no mesmo período do ano passado, que teve 608 apreensões de armas.

De janeiro de 2001 a agosto de 2024, o Vale acumula 29.101 armas apreendidas e caminha para alcançar as 30 mil armas nos próximo ano. No ano passado, as polícias apreenderam 904 armas no Vale.

Nos últimos 10 anos, o Vale acumula a marca de 10.451 armas apreendidas, mantendo a média de três armas apreendidas por dia. Nesse período, a região tornou-se a mais violenta do estado de São Paulo, com a maior taxa de vítimas de homicídios por 100 mil habitantes – 11,87 atualmente, o dobro da média estadual, de 5,96.

Na ‘capital da violência’, as polícias apreenderam 1.045 armas por ano na última década, em média, entre 2023 e 2014. São três armas apreendidas por dia na região, segundo dados oficiais da SSP.

Após queda nos três anos anteriores, o número de armas apreendidas pelas forças de segurança voltou a subir em 2023, com 3,43% de aumento comparado a 2022 – 904 armas apreendidas contra 874.

Trata-se do maior número de armas retiradas de circulação desde 2020, quando o número chegou a 907. Na série histórica, o ano de 2003 marcou o recorde de apreensão de armas no Vale: 2.027 apreendidas.

Trabalho policial.

“O ininterrupto trabalho dos policiais paulistas permitiu uma diminuição do número de armas de fogo ilegais que se encontravam em poder dos criminosos”, informou a SSP. “Incluindo a apreensão de armas de grosso calibre – utilizadas pelo crime organizado – por meio do trabalho de inteligência policial”.

“As delegacias do Vale do Paraíba, em conjunto com o 3º Baep e os batalhões do CPI-1, realizam diversas operações, além de monitoramentos por meio do setor de inteligência, visando a localização desses armamentos.”