10 de julho de 2026
CRIME BRUTAL

Suspeito de matar professor usou cartão da vítima em São José

Por Da redação | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Suspeito saca dinheiro em um caixa eletrônico

O suspeito de matar o professor Edson Petronilo Machado da Silva, de 52 anos, pode usado o cartão da vítima em um caixa eletrônico de São José dos Campos, logo depois do crime, que está sob investigação.

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Edson morava em um edifício residencial no Jardim Aquarius, região oeste de São José, e foi encontrado morto, em 17 de setembro, com o corpo amarrado por fios e cabos de aparelhos eletrodomésticos.

O suspeito de ter cometido o crime foi preso no Paraná, na quarta-feira (9), na cidade de Santa Terezinha de Itaipu, com apoio do Polícia Civil do Paraná. O investigado C. V. L. V. F., de 29 anos, teve a prisão temporária decretada pela Justiça e vai ser transferido para São José, onde será interrogado.

A Polícia Civil levantou os passos do suspeito desde que ele chegou ao prédio com o professor e saiu do edifício sozinho, cerca de 40 minutos após a entrada no condomínio.

Ele usava um relógio diferente e portava dois celulares, além de um boné que o ajudou a evitar as câmeras de segurança. As imagens o mostram saindo no elevador do prédio.

A investigação conseguiu traçar o percurso do suspeito após o crime, até uma loja de conveniência em um posto de gasolina, onde ele também teria utilizado o cartão da vítima. Em seguida, o investigado se dirigiu à Rodoviária de São José dos Campos e sacou dinheiro em um caixa eletrônico, provavelmente com o cartão bancário de Edson.

Identidade.

Após diligências, a identidade do autor foi confirmada. Inicialmente, ele havia deixado a casa onde morava com a companheira em São Paulo e se ocultado em local incerto.

Com o apoio da Polícia Civil do Paraná, as autoridades conseguiram localizar o suspeito, que estava escondido em uma cidade próxima à fronteira com o Paraguai. A prisão do suspeito marca um avanço significativo nas investigações sobre o homicídio que abalou o Vale do Paraíba.

A polícia de São José aguarda a transferência do suspeito para interroga-lo e dar andamento às investigações. Uma das metas é descobrir que tipo de relacionamento o professor morto tinha com o homem suspeito de matá-lo.

“Nós sabemos que eles estavam há pelo menos um mês tendo contato, mas o tipo de relacionamento que eles tinham não tem como a gente precisar enquanto não ouvi-lo [o preso]. Então estamos aguardando a transferência para cá para poder proceder no interrogatório e entender o que aconteceu”, disse Cinthya Veneziani Dias, delegada da Deic (Delegacia Especializada de Investigações Criminais) de São José, que conduz as investigações.