10 de julho de 2026
OTIMISMO

‘Muita coisa pra viver ainda', dizia Cid pouco antes da morte

Por Da redação | Taubaté
| Tempo de leitura: 1 min
Reprodução
Cid Moreira na casa comprada na região serrana do Rio de Janeiro

O jornalista Cid Moreira não pensava em parar de trabalhar quando completou 96 anos, no final de setembro do ano passado. Na época, um dos mais icônicos nomes da comunicação no Brasil havia comprado uma mansão de 700 metros quadrados na região serrana do Rio de Janeiro, com toda estrutura para produzir conteúdos digitais.

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Cid seguia contratado pela Globo e estava engajado nos vídeos para diversas redes sociais. O casarão lhe dava todo o conforto necessário, com direito a piscina e vários quartos, além de um estúdio de primeira linha.

“Agora tenho equipamentos mais modernos e apareço no vídeo também. Estou mais conectado. Consegui até o meu selinho de verificação do Instagram. Tenho muita história para contar e para viver ainda", disse ele em entrevista ao jornal O Globo.

Casado com a jornalista Fátima Sampaio, ele brincava dizendo que pretendia aproveitar a vida até os 150 anos. De preferência, trabalhando.

Ele morreu na manhã desta quinta-feira (3), no Rio de Janeiro, aos 97 anos. Cid pediu para ser enterrado em Taubaté, ao lado da filha e da primeira esposa.

O apresentador, locutor e jornalista enfrentava dificuldade de funcionamento dos rins desde 2022 e, por esse motivo, recorria a sessões de diálise e se mudou para as proximidades do hospital. O tratamento passou a ser realizado em casa com a ajuda de sua mulher e da equipe médica.

Cid estava tratando pneumonia, além de uma doença crônica no rim, e ficou 29 dias internado em um hospital de Petrópolis, no Rio de Janeiro. A causa do óbito foi falência múltipla dos órgãos.