10 de julho de 2026
MORTE NO ANEL VIÁRIO

Motorista bebeu e usou drogas antes da tragédia, diz a ex-esposa

Por Da redação | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Délio Moura Morais foi preso após o acidente

O motorista que dirigia um Jeep Renegade e provocou um acidente trágico no Anel Viário, em São José dos Campos, bebeu vinho e usou drogas antes de pegar o carro da ex-mulher e sair dirigindo pelas ruas da cidade. A afirmação é da ex-esposa de Délio Moura Morais e consta no boletim de ocorrência. Délio provocou um acidente que matou Claudeci Dias da Silva Alves, 41 anos, que estava em outro automóvel com o marido, que ficou ferido.

O caso aconteceu na manhã desta terça-feira (24), por volta de 6h15. Délio foi preso por furtar o Jeep e responderá por homicídio culposo (sem intenção de matar), no caso do acidente.

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O Jeep foi levado por Délio sem o consentimento da ex-mulher. Além disso, em depoimento à Polícia Civil, ela disse que Délio havia bebido uma garrafa de vinho e usado drogas antes de sair. Segundo o BO, a ex-mulher relatou que havia permitido que "Délio dormisse no sofá de sua casa, pois ele estava em situação de rua".
Porém, às 4h, ela notou que Délio havia furtado o carro, que está registrado no nome da mãe dela.

O motorista tinha contra ele uma medida protetiva. Uma testemunha afirmou que ele fazia zigue-zague na pista, quando atingiu o carro do casal -- a mulher morreu e o homem está ferido. No local do acidente, Délio estava descalço, com dificuldade de fala. Segundo informações preliminares, porém, ele teria passado pelo teste do bafômetro, mas não foi constatado anormalidades.

O resultado do exame toxicológico, que pode confirmar o uso de drogas, ainda não foi divulgado. Em depoimento, o motorista apresentou sua versão dos fatos.
Com base no furto do carro, o delegado Rodrigo Azevedo Custódio deu voz de prisão a Délio, justificando que ele "subtraiu o veículo mediante abuso de confiança e, ao conduzi-lo de maneira imprudente, perdeu o controle da direção, colidindo com o automóvel Gol, conduzido por Clodoaldo Rodolfo Aparecido Barbosa Alves". O delegado também mencionou que, como as penas somadas dos crimes ultrapassam quatro anos, não foi concedida fiança, e Délio foi levado sob custódia.