A "chuva preta" oferece riscos à saúde?
Com ameaça de "chuva preta" no Vale do Paraíba, uma série de dúvidas surgem entre os moradores da região.
Na próxima sexta-feira (13), uma frente fria deve chegar ao Vale, dando início a um período de seca e temperaturas elevadas, batendo 36°C. Segundo meteorologistas do Climatempo, a queda brusca de temperatura e a chegada das chuvas podem provocar um fenômeno conhecido como "chuva preta", devido ao acúmulo de poluentes no ar durante os dias quentes e secos.
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O fenômeno acontece quando partículas de fuligem e poeira, acumuladas durante o período de seca, são carregadas pela água da chuva, resultando em uma precipitação mais escura. A região, que enfrenta um calor intenso nas últimas semanas, deve ser afetada por chuvas que trarão alívio, mas também o fenômeno peculiar. Trata-se de um fenômeno similar ao da chuva ácida, de acordo com a revista 'Superinteressante'.
A expectativa é que, depois da chegada da frente fria, as temperaturas caiam, após semanas de calor excessivo. Segundo o Inmet, no Vale os termômetros caem da máxima de 36°C para máximas de 21°C no domingo (15).
De acordo com a MetSul Metereologia, a "chuva preta" também é conhecida como chuva de fuligem ou soot, em inglês, e é um indicador de altos níveis de poluição. Trata-se de um material formado principalmente pelo carbono, que se origina a partir de uma queimada incompleta de materiais orgânicos, como combustíveis fósseis (carvão) e biomassa (madeira e resíduos agrícolas).
Ao atingir o solo, a "chuva preta" contamina a vegetação. Além disso, ela deixa uma camada de sujeira na superfície, visível em prédios, veículos e outras estruturas. A "chuva preta" pode causar a degradação dos materiais civis e aumentar os custos de manutenção.
Há riscos? A água não deve ser consumida nem oferecida aos animais. Ideal é não tomar banho de chuva, de acordo com a revista 'Superinteressante'. "Estudos anteriores descobriram que as emissões de queima de biomassa na estação seca da Amazônia podem causar efeitos adversos à população local exposta", diz a revista, atribuindo a informação a pesquisadores das Universidades de São Paulo e São Caetano do Sul.