11 de julho de 2026
ARMAS DE FOGO

Apreensão de armas de fogo aumenta 23% no Vale em 2024

Por Xandu Alves | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 1 min
Reprodução

Quase a totalidade das mortes violentas no Vale do Paraíba ocorre devido ao uso de armas de fogo, quase todas clandestinas. A maior parte das 196 vítimas de homicídio e de latrocínio na região de janeiro a julho foi morta por armas de fogo.

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Como termômetro da violência, as forças públicas de segurança apreenderam 670 armas de fogo nos sete primeiros meses deste ano contra 544 em igual período de 2023, segundo dados da SSP (Secretaria de Estado da Segurança Pública). Trata-se de três armas de fogo apreendidas por dia, em média.

O período de sete meses de 2024 está entre os maiores números de apreensões da série histórica da SSP. No ano passado, apenas dois meses ultrapassaram a marca de 100 armas apreendidas: março (101) e dezembro (115). Já em 2024 são três meses até o momento: janeiro (109), maio (114) e junho (107). Em julho, o número caiu para 74.

Também cresceu o total de pessoas presas neste ano na região, com 5.460 prisões efetuadas contra 4.458 no ano passado, de janeiro a julho, o que significou um crescimento de 22,48% nas prisões.

Ambos os indicadores são considerados fundamentais no combate ao crime organizado na avaliação do governo estadual, que aposta em tecnologia, aumento do efetivo e operações pontuais para reduzir a violência no Vale, a região mais violenta do estado.

As ocorrências de tráfico de drogas tiveram uma redução residual de -0,27% na região neste ano comparado ao ano passado. O indicador caiu de 1.471 para 1.467 registros.