O diretor do Deinter-1 (Departamento de Polícia Judiciária do Vale do Paraíba), Múcio Mattos, falou nesta quarta-feira (28) sobre o assassinato do advogado criminalista Leonardo Bonafé, de 25 anos, que ocorreu no período da manhã. As investigações estão em andamento.
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Leonardo é filho de Flávio Bonafé, 49 anos, também advogado criminalista e candidato à Prefeitura de São Luiz do Paraitinga pelo MDB. O crime chocou a região.
Matos destacou a complexidade da investigação. “Há um crime em andamento, e estamos buscando a autoria. O delegado Vinícius Garcia Vieira, titular do setor de homicídios de Taubaté, foi designado para liderar as investigações por determinação do Delegado Geral. Eu, como diretor, estou acompanhando o Dr. Vinícius em todas as etapas”, afirmou Mattos.
O diretor enfatizou a necessidade de respeitar o luto da família, ressaltando que ainda não houve contato direto com o pai da vítima devido ao estado de choque no qual se encontra a família.
“O pai de Leonardo é uma pessoa muito respeitada, e a família é querida na comunidade. São advogados renomados, e o pai é candidato à prefeitura de São Luiz do Paraitinga.”
A investigação está sendo conduzida com máxima prioridade, especialmente em razão do impacto potencial nas eleições.
“A determinação é de que a investigação seja intensificada, considerando o fato de que o pai da vítima é candidato. Vamos explorar todas as possibilidades, mas é importante ressaltar que estamos em uma fase inicial e não podemos descartar nenhuma hipótese.”
Questionado sobre o envolvimento de outras unidades da polícia, Mattos assegurou que toda a força policial está mobilizada.
“Toda a polícia está à disposição para investigar esse crime. Há uma sinergia entre as diferentes divisões da Polícia Civil, a Polícia Militar e a Polícia Técnico-Científica.”
Mattos também abordou as principais linhas de investigação. Ele descartou a hipótese de latrocínio, afirmando que “não houve intenção de roubar, mas sim de ceifar a vida de um jovem advogado com uma carreira promissora”.
Ele destacou que as duas principais linhas investigativas estão relacionadas à atuação de Leonardo como advogado criminalista ou à campanha política de seu pai.
Sobre as evidências no local do crime, Mattos explicou que, até o momento, não foram encontrados cartuchos, sugerindo que o autor do crime pode ter utilizado um revólver ou tomado medidas para não deixar vestígios. “Não havia cartuchos no local, o que pode indicar o uso de um revólver ou um cuidado especial para não deixar evidências”.
Em relação ao planejamento do crime, o diretor comentou sobre a precisão dos disparos e a rapidez da fuga. “O crime foi claramente bem planejado. Acreditamos que os autores tinham informações sobre a rotina da vítima. O fato de o carro utilizado no crime ter sido encontrado queimado é um indicativo de que houve um planejamento meticuloso para dificultar as investigações”.
O delegado Vinícius Garcia Vieira, responsável pela investigação, esclareceu que a investigação está em fase inicial e que nenhuma linha pode ser descartada. “O sócio de Leonardo já foi ouvido, mas ainda não trouxe informações conclusivas. É prematuro descartar qualquer hipótese neste momento”.
Vieira destacou que o celular da vítima foi apreendido e que estão sendo tomadas medidas para acessar as informações contidas no aparelho. “O celular da vítima pode conter informações cruciais. Estamos trabalhando para acessar os dados, seja com a colaboração da família ou através de programas de informática e serviços de inteligência”.
A investigação continua em ritmo acelerado, com a análise de imagens de câmeras de segurança nas proximidades do local do crime e a coleta de outras evidências. “Toda a equipe está empenhada, tanto na rua quanto nos bastidores, para esclarecer os fatos e chegar a um resultado positivo”, concluiu Vieira.