10 de julho de 2026
INVESTIGAÇÃO

PCC recruta e põe família para trabalhar no tráfico de drogas

Por Da redação | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação
Operçaão policial em São José contra o crime organizado

O crime organizado e familiar.

Operação da Polícia Civil em São José dos Campos para combater a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) revelou que membros do grupo adotam a estratégia de recrutar e colocar para trabalhar no tráfico pessoas da própria família.

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A medida é comum nos países com incidência de grupos mafiosos, que costumam manter a organização criminosa entre membros da família.

Nesta terça-feira (13), em uma megaoperação que mobilizou 145 policiais e 65 viaturas, além de dois drones e do helicóptero Pelicano, os policiais prenderam 12 pessoas, sendo sete homens e cinco mulheres, número que chamou a atenção dos policiais.

Segundo o delegado Múcio Mattos, diretor do Deinter-1 (Departamento de Polícia Judiciário do Interior), a facção vem “recrutando” membros da família para entrar no ramo da venda de drogas.

“Muitos da facção usam a família na maioria das vezes. São esposas, filhas, estão vinculando os parentes, por isso esse número de mulheres presas hoje na cidade”, afirmou Múcio.

A ação foi batizada de “Novo Leste” em razão de priorizar o combate ao tráfico na região leste de São José. A operação terá outras fases e será expandida para novos pontos da cidade.

O diretor do Deinter-1 explicou que a operação terá desdobramentos. “A ação está somente começando. A intenção é abranger outros locais (bairros) da cidade. O objetivo é desmantelar o tráfico de drogas na cidade de São José”.

Drones e helicóptero.

Todos os presos na megaoperação são da região leste de São José e estão envolvidos com o tráfico de drogas, cujo abastecimento veio de cidades vizinhas, segundo a polícia.

Os dispositivos apreendidos na ação, como celulares e pen drives, serão investigados para fornecer informações aos investigadores.

“Para chegarmos à ação, várias informações foram apuradas anteriormente. Até representar ao magistrado, onde temos a autorização para adentrarmos as casas”, explicou Múcio.

Ele destacou que os drones foram usados para obter imagens e visualizar as situações nos locais antes das abordagens.

“Foram usados na ação dois drones, pois através deles podemos realizar as buscas pelos fundos das casas. Caso haja alguma fuga, a gente consegue visualizar e encontrar, pois ele auxilia em fugas e as equipes que monitoram entram em contato com as equipes em terra”, disse o delegado.

O helicóptero Pelicano fez o acompanhamento de frente aos endereços investigados pelos policiais, mantendo contato com a equipe em terra.

O uso dos equipamentos fez com que a operação transcorresse sem percalços. “Na ação de hoje, nenhum dos indivíduos tentou fugir, escapar, de um local para outro, por exemplo, como pular muros. A ação ocorreu normalmente, bem tranquila”.