10 de julho de 2026
GOLFINHO

Filhote de golfinho é resgatado em Ubatuba

Por Cíntia Caires | Ubatuba
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução/Instituto Argonauta
Filhote de golfinho resgatado bem debilitado

A equipe de resgate o Instituto Argonauta, instituição executora do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) no litoral norte de São Paulo, atendeu um acionamento do Corpo de Bombeiros de, sobre um golfinho encalhado na praia de Itamambuca, em Ubatuba/SP, domingo (28).

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De acordo com o Instituto Argonauta, que fez o resgate do golfinho, o animal foi encontrado por banhistas, que acionaram o Corpo de Bombeiros. Os bombeiros fizeram o resgate e acionaram os especialistas do instituto.

A equipe identificou que se tratava de um filhote macho da espécie golfinho-pintado-do-Atlântico. O animal tem pouco mais de um metro e meio de comprimento e pesa cerca de 22 quilos.

O golfinho foi encontrado debilitado, não conseguindo nadar sozinho e hipotérmico, sendo necessário transferi-lo para o Centro de Reabilitação e Despetrolização do Instituto Argonauta, em Ubatuba para melhor avaliação e atendimento.

Desde então o golfinho está em tratamento uma piscina apropriada para a espécie, onde são realizados os exames necessários, sendo monitorado pela equipe durante todo o dia, além de receber medicação, alimentação e todos os cuidados necessários.

Sobre os Golfinhos-pintado-do-atlântico

Os Golfinhos-pintado-do-Atlântico são animais de pequeno porte, podendo medir até 2,3m de comprimento. As fêmeas pesam entre 39 e 127 Kg e os machos entre 50 e 143 Kg. Sua dieta é carnívora, alimentando-se de diversas espécies de peixes, lulas, e crustáceos.

A coloração corporal é cinza-clara, de dorso mais escuro. Sua pele possui um aspecto todo pintado, de manchas escuras onde é mais claro e manchas claras onde é mais escuro. As pintas surgem à medida que se tornam adultos.

Esta espécie é endêmica do oceano Atlântico, Golfo do México e Caribe. Vivem preferencialmente próximos à costa. No Brasil, existem registros no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Ceará.

Mesmo com poucos dados sobre seu status de conservação, o Golfinho-pintado-do Atlântico sofre muito com a interferência humana, devido a seus hábitos serem preferencialmente costeiros. Alguns exemplos de impactos antrópicos são: pesca acidental, aquecimento global, poluição marinha e perda de habitat.