A Polícia Civil investiga se houve premeditação no arrastão em prédio da avenida Nelson D’Avila, na região central de São José dos Campos. Foram furtadas salas comerciais no edifício Eco Tower, no último final de semana, e os prejuízos podem chegar a R$ 700 mil.
Clique aqui para fazer parte da comunidade de OVALE no WhatsApp e receber notícias em primeira mão. E clique aqui para participar também do canal de OVALE no WhatsApp.
Há indícios de que pequenos furtos já vinham ocorrendo anteriormente no local e que suspeitos já haviam sido notados na área.
“Isso está sendo muito bem analisado e investigado para promovermos realmente o esclarecimento e a justiça”, disse Amauri dos Santos, investigador e chefe da comunicação do Deinter-1 (Departamento de Polícia Judiciária do Interior), em entrevista ao repórter Jesse Nascimento.
O crime ocorreu na noite de 29 para 30 de junho de 2024 e deixou comerciantes e empresários locais em alerta. Um vigilante de 42 anos é suspeito. O supervisor da empresa de segurança compareceu à delegacia para relatar os crimes supostamente cometidos pelo funcionário.
Segundo Amauri, as investigações foram iniciadas imediatamente após o registro do boletim de ocorrência.
“As investigações já foram iniciadas no momento em que está sendo lavrado o boletim de ocorrência, apurando aquilo que de fato foi levado. Outras vítimas deverão surgir, e é bom comunicar o DP, a delegacia de polícia da área, para que seja instaurado um inquérito policial”, explicou.
Segundo o investigador, a polícia busca formar um conjunto probatório consistente. Ele também explicou que a análise das circunstâncias relatadas no boletim de ocorrência é essencial para a identificação dos autores do crime.
“São imagens, depoimentos de testemunhas, provas periciais e novas vítimas que serão ouvidas. Portanto, um trabalho de investigação genuína tem que ser feito nesse caso, até porque uma resposta tem que ser dada, e quem vai dar essa resposta é a Polícia Civil.”
O investigador detalhou os procedimentos a serem seguidos em caso de prisão dos suspeitos. Se a autoridade policial entender ser necessário um pedido de prisão temporária ou preventiva, os suspeitos passarão por uma audiência de custódia.
“Tudo vai ser feito com muita cautela. A Polícia Civil hoje é muito técnica e trabalha com tecnologia, e aqueles que forem apresentados como autores deverão ser responsabilizados conforme o crime que foi cometido”, garantiu Amauri.
Quando questionado sobre mais detalhes da investigação, Amauri foi cauteloso. “Nós temos vários detalhes, mas não podemos comentar ou adiantar nada para não atrapalhar o trabalho investigatório. No momento certo, vamos dar as respostas que as partes envolvidas querem", finalizou o investigador.