O homem acusado de matar uma fisioterapeuta durante um assalto em janeiro de 2023 foi condenado a 30 anos de prisão em regime fechado. A decisão da 3ª Vara Criminal de São Bernardo do Campo foi divulgada nesta quinta-feira (27), mas ainda cabe recurso.
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Manoel Nascimento Moreira, acusado de atirar em Olívia Tsutsumi Ambrogi, de 43 anos, durante um assalto, recebeu a sentença máxima devido à gravidade do crime e sua reincidência. O juiz Edegar de Sousa Castro enfatizou o impacto do crime na família da vítima, especialmente na filha de 11 anos de Olívia, que ficou órfã.
Na manhã de 23 de janeiro de 2023, Olívia, que prestava serviços de fisioterapia a domicílio, foi abordada por Manoel enquanto desembarcava de seu Volkswagen Nivus na rua Góis Monteiro, por volta das 11h. Imagens de câmeras de segurança mostram Olívia caminhando calmamente até virar a esquina, momento em que o criminoso, vestido com camiseta azul claro, calça e boné pretos, começou a segui-la.
As imagens capturaram o momento em que Olívia, após sair do campo de visão da câmera por cerca de um minuto, reapareceu sendo empurrada por Manoel. A fisioterapeuta caiu duas vezes no chão enquanto o ladrão roubava seu celular. Quando Olívia resistiu para impedir que ele levasse sua bolsa, Manoel atirou contra ela, deixando-a caída no asfalto. Em seguida, ele fugiu com o carro da vítima.
Olívia Tsutsumi Ambrogi foi morta em seu primeiro dia de férias, quando estava na região para atender um cliente de forma independente. Seu irmão relatou à polícia que ela exercia a profissão com dedicação e amor.
O juiz Edegar de Sousa Castro destacou que a vítima deixou uma filha menor, de 11 anos, órfã devido ao "bárbaro crime" cometido pelo réu. A reincidência de Manoel foi um fator para o aumento da pena.
A condenação de Manoel Nascimento Moreira foi recebida com um misto de alívio e tristeza pela família de Olívia. “Nenhuma sentença trará minha irmã de volta, mas esperamos que essa decisão sirva como um alerta para que mais vidas não sejam destruídas”, declarou o irmão da vítima.
Ainda cabe recurso da decisão, mas a sentença de 30 anos de prisão em regime fechado reflete a gravidade do crime e a necessidade de justiça para a família de Olívia Tsutsumi Ambrogi.